
Eis a capa da revista Veja desta semana: “O escândalo Master chega a Jaques Wagner, líder do governo no Senado, suspeito de articular interesses de Daniel Vorcaro no Congresso e de ter recebido do ex-banqueiro um apartamento e repasses milionários a familiares.”
Até tu, Brutus? Conhecem esta famosa frase? A expressão “Até tu, Brutus?” é usada para expressar choque e decepção extrema diante da traição cometida por alguém em quem se confiava cegamente. Ela se tornou o símbolo máximo da “punhalada pelas costas” e tem origem na história e na literatura.
Acredita-se que o imperador romano Júlio César foi assassinado a facadas por um grupo de senadores em 44 a.C. Ao ser encurralado, viu entre os assassinos o jovem Marco Bruto, um de seus aliados mais próximos e a quem considerava como um filho. A frase clássica que conhecemos hoje, no entanto, foi consagrada pelo dramaturgo William Shakespeare em sua peça Júlio César (1599).
A vez do PT, diz Veja? Apenas e tão somente a revista Veja? A ala saudável do jornalismo também não vibrou? Cobrir apenas e tão somente um espectro político chega a ser algo quase obrigatório. Qual é a máxima do jornalismo? Não é apresentar os dois lados ou duas versões de um determinado fato ou acontecimento?
Até o momento, somente existiam operações voltadas a atingir oposicionistas? Agora a operação chegou ao centro do governo federal? Certo mesmo é que o “bom judeu” surpreendeu a todos? Na Bahia, todos o conhecem como alguém de boa conversa, capaz de dialogar com todas as correntes políticas, e não apenas com as do próprio partido ao qual pertence.
Chegamos a conhecê-lo de perto durante a campanha do ex-deputado federal Nazareno Fonteles à Prefeitura de Teresina. Na época, andávamos tão sozinhos que ninguém queria caminhar conosco. Mas, em uma dessas caminhadas, lá estava o bom judeu Jaques Wagner, um homem que, até que se diga o contrário, costuma estar ao lado de quem ninguém deseja estar. Isso era no passado?
Certo mesmo é que, no presente, o bicho vai pegar? Ou já está pegando? Moço, o que é mesmo este escândalo Master? O chamado “escândalo Master” refere-se a um esquema de fraude financeira e corrupção envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. As investigações da Polícia Federal apontam para um rombo bilionário, supostos pagamentos de propina a políticos de diferentes espectros partidários e fraudes em empréstimos consignados de aposentados.
As investigações revelaram uma estrutura fraudulenta de emissão de títulos sem lastro e o uso de carteiras de crédito podres, que teriam gerado um rombo estimado em cerca de R$ 52 bilhões. Isso teria levado à liquidação de diversas empresas e fundos do conglomerado. Além disso, o banco é investigado por criar mais de 250 mil contratos de crédito consignado “fantasmas” em nome de aposentados.
A operação da Polícia Federal chegou à classe política nacional ao investigar supostos pagamentos de vantagens indevidas, lobby e compra de imóveis envolvendo figuras influentes do Congresso Nacional. A apuração encontrou elos com esquemas de financiamento e crédito que remontam a gestões passadas, incluindo programas de crédito consignado criados na Bahia.
A vez do PT, diz Veja? Em outras palavras, informações públicas dão conta de que o escândalo atingiu profundamente o cenário político nacional, chegando ao círculo íntimo do governo federal. Políticos de alta patente — incluindo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) — tornaram-se alvos de mandados de busca e apreensão.
As ramificações do caso também provocaram discussões sobre mudanças estruturais na regulação do sistema financeiro pelo Banco Central e na atuação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), já que a quebra dos conglomerados ligados ao banco ameaça deixar um rastro bilionário de prejuízos para investidores e cofres públicos.
Jesus Cristo dos Céus! E se Jaques Wagner falar, aí sim; a República desaba de vez!!
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