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Inflação desacelera no papel, mas brasileiro continua sofrendo com preços altos

IBGE aponta queda no ritmo da inflação em abril, porém alimentos, combustíveis e medicamentos seguem pressionando o bolso da população

12/05/2026 às 10h37
Por: Douglas Ferreira
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O consumidor sente o peso da inflação ao ir às compras - Foto: Reprodução/Imagem gerada por IA
O consumidor sente o peso da inflação ao ir às compras - Foto: Reprodução/Imagem gerada por IA

O brasileiro sente no bolso todos os dias: supermercado mais caro, feira mais pesada e remédios cada vez mais difíceis de comprar. Mesmo assim, o IBGE anunciou desaceleração da inflação em abril. O índice oficial ficou em 0,67%, abaixo dos 0,88% registrados em março. Na prática, porém, a percepção da população continua sendo de preços altos, e muito altos.

Os alimentos seguem entre os grandes vilões da inflação. Produtos básicos dispararam, como cenoura, leite, cebola, tomate e carnes. Segundo o IBGE, fatores como clima seco, aumento do custo da ração animal e combustíveis mais caros ajudaram a pressionar ainda mais o preço da comida.

Na farmácia, o impacto também pesou. Os medicamentos tiveram reajuste autorizado de até 3,81% a partir de abril, elevando os custos para consumidores que dependem de remédios contínuos.

Outro ponto que continua afetando o orçamento é o combustível. Apesar da desaceleração da gasolina, diesel e etanol ainda registraram alta. O frete mais caro acaba influenciando diretamente o preço dos alimentos e de outros produtos.

O Banco Central, mesmo reduzindo a taxa Selic para 14,50% ao ano, mantém cautela diante das incertezas internacionais, principalmente por causa da guerra no Oriente Médio e dos possíveis impactos sobre petróleo, transporte e inflação global.

Embora o índice oficial mostre desaceleração, economistas avaliam que a inflação continua espalhada em vários setores da economia. O próprio mercado financeiro já projeta inflação acima da meta também para os próximos anos.

No fim das contas, o número divulgado pelo IBGE pode até indicar uma freada no ritmo da inflação, mas o consumidor brasileiro continua convivendo com a sensação de que tudo segue caro demais.

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