
O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um novo capítulo após o alerta do CEO da Latam Airlines, Jerome Cadier. Durante apresentação de resultados da empresa, ele afirmou que a mudança na jornada de trabalho pode comprometer a operação internacional no Brasil, especialmente devido às particularidades da rotina de pilotos e comissários.
A proposta em discussão prevê a redução da carga semanal de 44 para 40 horas, além da adoção de dois dias consecutivos de descanso, no modelo 5x2, sem corte de salários. Segundo o executivo, esse formato não se encaixa facilmente na dinâmica da aviação, onde jornadas frequentemente ultrapassam oito horas e seguem regras específicas para voos de longa duração.
Hoje, a legislação já estabelece normas próprias para aeronautas, permitindo escalas flexíveis e jornadas que podem variar entre 9 e 16 horas em operações internacionais. Esse modelo busca equilibrar segurança e viabilidade econômica. A preocupação do setor é que uma mudança mais rígida possa elevar custos e limitar a oferta de voos, afetando conexões internacionais a partir do país.
Nos bastidores, a avaliação é de que o texto ainda deve sofrer ajustes no Congresso Nacional do Brasil, com possível tratamento diferenciado para categorias específicas. Enquanto isso, o tema avança com forte apelo popular e pressão política, impulsionado pelo governo federal e pela articulação na Câmara dos Deputados do Brasil, que acelera a tramitação da proposta em meio ao calendário eleitoral.
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