
Há quem diga que Daniel Vorcaro esteja “comendo o pão que o diabo amassou”. Será? Difícil.
De fato, estar privado da liberdade é algo que incomoda, assusta e deprime. Mas ele, e o Brasil inteiro, sabem que é por pouco tempo. Com delação ou não, Vorcaro jamais passaria uma grande temporada no cárcere. Sobretudo possuindo o dinheiro e o patrimônio que conseguiu “engabelar” e acumular ao longo dos anos.
Isso sem contar com as ligações perigosas e os mui amigos que cultivou a peso de ouro, literalmente. Afinal, até agora ninguém disse, ninguém esclareceu onde foi parar o dinheiro. E não estamos falando da bufunfa gasta com mordomias e favores sexuais. Não. Esse já se foi.
O que falta aparecer é o numerário pesado, o grosso. Disso ninguém fala. Aliás, ninguém quer falar. Todos sabem que Vorcaro foi ingênuo, mas não é burro. Não. Ingenuidade não tem nada a ver com burrice.
Todo mundo guarda um pouco fora da cesta. Vorcaro também guardou. E a prova de que ele não é bobo é que pulverizou. Saiu guardando aqui, ali e acolá. Tem dinheiro e bens muito bem guardados. Sobretudo bens.
Bens no Brasil e fora do país. Nos Estados Unidos possui imóveis. Sim. Imóveis. No plural mesmo. Lá, ele pode perdê-los para credores. Aqui? Difícil. Quase impossível.
Mas, afinal, por que até agora ninguém sabe, ninguém viu onde o dinheiro do esquema criminoso do Banco Master foi parar?
Follow the money. A frase em inglês significa “siga o dinheiro”. Essa expressão é popular e frequentemente usada para indicar que o dinheiro é um sinal de corrupção ou atividade ilícita. Ela sugere que, em um esquema, o dinheiro deixa rastros que levam até os altos escalões do poder.
Fato é que Vorcaro está preso, mas não está morto. E, como todo ser vivo, não quer perder. Pelo menos não perder tudo. E mesmo encarcerado, está se mexendo para não perder tudo. Nem aqui, nem nos Estados Unidos.
Enquanto está preso, Daniel Vorcaro não está parado. Muito pelo contrário. Está se mexendo. E bem.
Nos Estados Unidos, tenta barrar o que sua defesa chama de “pescaria” de bens. Traduzindo. Uma varredura pesada atrás do patrimônio que ninguém sabe onde está.
São dezenas de intimações. Bancos, empresas, jatinhos, imóveis. Até avião que nem aparecia no radar começou a surgir. Vorcaro pede privacidade. Quer fechar a cortina. O problema é que já tem gente dentro da sala acendendo a luz.
E quando começam a seguir o dinheiro, meu amigo, não tem muito para onde correr. A Justiça americana já deixou claro que esse tipo de “pescaria” faz parte do jogo. Principalmente quando o cheiro de dinheiro escondido está no ar.
A questão não é mais saber se tem. É onde está. E quanto tem. No fim, é simples. Vorcaro pode até tentar esconder o mapa. Mas quando tem muita gente procurando ao mesmo tempo, uma hora alguém acha o tesouro.
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