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Economia O AMOR VENCEU

Endividamento das famílias brasileiras bate recorde e atinge 80,4% em março

Alta no número de dívidas pressiona orçamento e acende alerta para economia

09/04/2026 às 10h55 Atualizada em 10/04/2026 às 10h38
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,4% em março de 2026, o maior nível já registrado na série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio. O índice confirma uma tendência de alta e mostra que cada vez mais brasileiros estão recorrendo ao crédito para manter as contas em dia.

O percentual supera os 77,1% registrados no mesmo período de 2025 e também fica acima dos 80,2% de fevereiro deste ano. Ao mesmo tempo, a inadimplência se manteve estável, com 29,6% das famílias com contas em atraso. Já o número de pessoas sem condições de pagar dívidas caiu levemente para 12,3%.

Mesmo com essa pequena melhora, o peso das dívidas no orçamento segue elevado. Em média, 29,6% da renda familiar está comprometida com pagamentos, e quase um em cada cinco brasileiros destina metade ou mais do que ganha para quitar débitos. O tempo médio de atraso ficou em cerca de 65 dias.

O aumento do endividamento foi observado em todas as faixas de renda, com destaque para famílias que recebem mais de cinco salários mínimos. Entre os mais pobres, houve leve redução na inadimplência, enquanto grupos de renda mais alta também apresentaram alguma melhora nos atrasos.

Diante desse cenário, o governo de Lula avalia medidas para conter o avanço das dívidas, como a possibilidade de liberar recursos do FGTS para ajudar na quitação. A proposta ainda está em análise, enquanto programas como o Desenrola Brasil já tentaram reduzir o número de inadimplentes nos últimos anos.

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