
Um relatório divulgado pelo Banco Mundial nesta semana aponta que as perspectivas econômicas para a América Latina em 2026 seguem limitadas. Mesmo com condições externas um pouco mais favoráveis, a região deve registrar crescimento baixo, com pouco avanço na renda da população.
No documento, o Brasil aparece entre os países que enfrentam desaceleração. A instituição projeta que a economia brasileira cresça apenas 1,6% em 2026, abaixo dos anos anteriores. O cenário é atribuído a fatores como juros elevados, pouco espaço para gastos públicos e incertezas no comércio internacional.
Enquanto isso, a Argentina surge como principal destaque positivo. Segundo o relatório, o país tem apresentado melhora nas expectativas econômicas após medidas de ajuste e reformas. A projeção é de crescimento de 3,6% em 2026, após recuperação registrada no ano anterior.
O estudo também menciona outros países da região com desempenho acima da média, como Paraguai e nações da América Central. Em El Salvador, por exemplo, o avanço da economia tem sido impulsionado pelo aumento do turismo, investimentos e maior circulação de dinheiro no mercado interno.
De forma geral, o Banco Mundial avalia que a América Latina ainda enfrenta desafios estruturais para crescer de forma mais consistente. O relatório indica que, sem mudanças mais profundas, a região deve continuar com um ritmo econômico considerado baixo nos próximos anos.
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