
Um trecho da ponte sobre o Rio Paraíba, localizada na BR-101, no município de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, desabou na tarde deste sábado (7). A estrutura cedeu após o colapso de um dos apoios, provocando a queda de dois tramos da ponte.
De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), não houve mortos nem feridos porque parte da ponte já estava interditada desde setembro de 2025, quando o órgão iniciou inspeções e intervenções emergenciais na estrutura.
Na ocasião, a faixa direita da ponte foi bloqueada no sentido Natal–João Pessoa, na altura do quilômetro 77 da rodovia federal, como medida preventiva para avaliação das condições estruturais.
O caso reacendeu críticas sobre a manutenção de obras de arte em rodovias federais. A situação da ponte já havia sido denunciada anteriormente pela imprensa paraibana.
O apresentador Nilvan Ferreira, durante o programa Tribuna Livre, exibido pela TV Arapuan, afiliada da Rede Bandeirantes na Paraíba, havia alertado sobre os problemas estruturais no local.
Após o desabamento, o jornalista esteve na área da ponte e gravou um vídeo mostrando o que restou da estrutura. As imagens passaram a circular nas redes sociais e rapidamente ganharam grande repercussão na internet.
Apesar de não haver vítimas, especialistas apontam que o episódio poderia ter resultado em uma tragédia de grandes proporções caso a estrutura estivesse em uso no momento do colapso.
O custo do reparo da ponte deverá ser pago com recursos públicos, provenientes dos impostos pagos pelos contribuintes.
O caso também reacende o debate sobre a conservação de pontes em rodovias federais administradas pelo governo federal.
Nos últimos anos, diversas estruturas apresentaram problemas estruturais no país. Um dos episódios mais lembrados é o da ponte localizada no município de Estreito, na divisa entre os estados do Maranhão e do Tocantins, que ficou marcado por um grave acidente após o colapso da estrutura.
Casos como esse reforçam críticas de especialistas e de setores da sociedade sobre a falta de manutenção preventiva em pontes e viadutos da malha rodoviária federal.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o desabamento não provocou mudanças imediatas no fluxo de veículos na região. Isso porque o trânsito já estava sendo desviado devido às obras e à interdição parcial da ponte.
Equipes da PRF permanecem no local reforçando a sinalização e monitorando o tráfego para evitar que motoristas desrespeitem o bloqueio existente.
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