
O retorno de Ciro Gomes ao PSDB mudou o cenário político do Ceará para as eleições de 2026. Ao deixar o PDT e voltar ao ninho tucano, Ciro se reposiciona no campo da centro-direita e passa a liderar a principal frente de oposição ao governador Elmano de Freitas (PT). A articulação ganhou força com o apoio de antigos adversários, como Capitão Wagner, e já é vista como uma ameaça real à reeleição do petista.
Pesquisa do instituto Real Big Time divulgada nesta semana aponta um cenário de empate técnico. Elmano aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Ciro soma 38%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que coloca os dois em situação de igualdade. O senador Eduardo Girão (Novo) surge em terceiro, com 15%, tentando se firmar como alternativa fora da polarização entre PSDB e PT.
Diante do avanço da oposição, o PT acendeu o sinal de alerta. O ministro da Educação, Camilo Santana, aliado de Elmano, pode deixar o cargo para coordenar a campanha no estado, a pedido do presidente Lula. Camilo não confirmou a saída, mas admitiu que o assunto está em discussão dentro do partido. O receio é perder um dos estados onde o PT tradicionalmente tem forte apoio eleitoral.
Do lado oposicionista, Ciro aposta no discurso de combate à violência e tenta consolidar uma chapa ampla. A aliança com Capitão Wagner reforça a pauta da segurança pública, tema central no Ceará. No entanto, a costura com a direita enfrenta obstáculos. O PL recuou do apoio após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarar apoio a Eduardo Girão. Mesmo assim, Ciro segue articulando alianças e promete uma disputa dura em 2026, com a segurança e o futuro do estado no centro do debate.
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