Domingo, 28 de Junho de 2026
29°

Tempo nublado

Teresina, PI

Economia ECONOMIA

Sob governo Lula, participação do Brasil no PIB mundial cai ao menor nível em décadas

Dados do Banco Mundial mostram perda de relevância global, baixa produtividade e avanço de outras economias

05/02/2026 às 13h39 Atualizada em 06/02/2026 às 08h36
Por: Wagner Albuquerque
Compartilhe:
Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O Brasil vem perdendo participação na economia global ao longo das últimas décadas. Dados do Banco Mundial mostram que, após ganhar espaço entre os anos 1980 e 1990, quando chegou a responder por mais de 3,5% do PIB mundial, o país passou a estagnar e depois a recuar. Em 2023, a fatia brasileira caiu para 2,08%, o menor nível em décadas.

Especialistas apontam que a baixa produtividade do trabalho está no centro do problema. Com o fim do chamado bônus demográfico, período em que a população em idade ativa cresce mais rápido, o desafio se torna ainda maior. Hoje, a força de trabalho cresce menos de 0,5% ao ano e deve começar a diminuir nos próximos anos, o que limita o avanço da renda e do consumo.

A preocupação é que, sem produzir mais com a mesma quantidade de trabalhadores, o país pode ver a renda per capita parar de crescer ou até cair. Economistas alertam que o envelhecimento da população tende a reduzir ainda mais o dinamismo do mercado de trabalho, pressionando o sistema previdenciário e os gastos públicos.

Outro fator citado com frequência é o tamanho do Estado e o peso dos impostos. Analistas avaliam que a carga tributária elevada e a complexidade do sistema dificultam a expansão das empresas, desestimulam investimentos e atrasam a adoção de novas tecnologias. Somam-se a isso os altos gastos públicos, os juros elevados e a dívida crescente, que limitam a capacidade de crescimento da economia.

Enquanto o Brasil avança lentamente, outros países ganharam espaço no mesmo período. A China multiplicou seu PIB, e economias como Índia, Vietnã e Bangladesh cresceram mais de 200% em 25 anos. Para especialistas, uma economia mais aberta, com menos barreiras ao comércio e mais concorrência, pode ajudar o país a recuperar competitividade, ainda que os efeitos de acordos internacionais levem tempo para aparecer.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários