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Economia PERDULARISMO FISCAL

O preço do desperdício: como o governo Lula transforma gasto público em custo de vida

Em apenas um mês, o Estado brasileiro queimou mais de meio trilhão de reais. O problema não é só gastar muito - é gastar mal, sem freio e sem resultado.

03/02/2026 às 06h03
Por: Douglas Ferreira
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R$ 200 bilhões foram despesas do governo federal - Foto: Reprodução
R$ 200 bilhões foram despesas do governo federal - Foto: Reprodução

Dizer que o governo do presidente Lula da Silva é perdulário virou quase um bordão no debate político. Repete-se todos os dias em editoriais, discursos e redes sociais. Mas o que isso significa, na prática? Perdulário gasta com o quê? Quem paga essa conta? E, sobretudo, como esse comportamento afeta a vida real do cidadão comum?

Perdulário não é apenas quem gasta muito. É quem gasta sem critério, sem prioridade, sem eficiência e sem responsabilidade fiscal. É o governo que trata o dinheiro público como se fosse infinito, quando, na verdade, ele sai do bolso do contribuinte, direta ou indiretamente.

E os números não deixam margem para retórica.

Segundo dados da plataforma Gasto Brasil, apenas no primeiro mês do ano eleitoral de 2026, os gastos públicos no país superaram R$ 500 bilhões. Desse total, mais de R$ 200 bilhões foram despesas do governo federal, sob comando direto do Palácio do Planalto.

Estamos falando de um Estado que consome, em média, R$ 16 bilhões por dia, ou cerca de R$ 670 milhões por hora. Se esse ritmo for mantido, o Brasil poderá fechar o ano com R$ 6 trilhões em despesas públicas, um patamar histórico e alarmante.

Não se trata de abstração contábil. Trata-se de escolhas políticas.

Onde esse dinheiro vai?

Os dados da plataforma indicam que os gastos envolvem:

  • despesas com pessoal e encargos sociais,

  • custeio da máquina pública,

  • investimentos mal planejados,

  • inversões financeiras,

  • obras e contratos frequentemente questionáveis,

  • além de despesas correntes que crescem sem controle.

O problema central não é investir, é não entregar retorno social compatível com o volume gasto. O Estado cresce, engorda, se expande, mas os serviços públicos seguem precários. A conta explode, mas a eficiência não acompanha.

Quem paga essa conta?

A resposta é simples e cruel: o cidadão.

Um governo perdulário gera consequências diretas:

  • mais impostos, agora ou no futuro;

  • inflação mais alta, porque gasto excessivo pressiona preços;

  • juros elevados, para conter o descontrole fiscal;

  • crédito mais caro, sufocando empresas e famílias;

  • menos investimento privado, por insegurança econômica;

  • e crescimento econômico travado.

O cidadão paga no supermercado, na conta de luz, no financiamento da casa, no crédito rotativo do cartão e no desemprego que teima em persistir.

O ciclo do desperdício

O alerta da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) é claro: o Estado brasileiro precisa custar menos para investir melhor. Sem controle das despesas obrigatórias e sem eficiência no uso do dinheiro público, o país fica preso a um ciclo vicioso — gasta-se cada vez mais para entregar cada vez menos.

Governos perdulários costumam vender a ilusão de que gasto público é sinônimo de justiça social. Não é. Gasto sem responsabilidade é injustiça social disfarçada, porque transfere o custo da má gestão para os mais pobres, via inflação e perda de poder de compra.

O problema não é gastar - é não saber parar

Todo governo gasta. Mas governos responsáveis sabem quando, como e com que limites gastar. O atual governo, ao que tudo indica, optou por expandir despesas sem a contrapartida de crescimento econômico sólido, reformas estruturais ou redução de desperdícios.

O resultado é previsível: um Estado caro, ineficiente e voraz, que exige cada vez mais do cidadão e entrega cada vez menos em troca.

No fim das contas, o governo pode até gastar trilhões.
Mas quem paga cada centavo dessa fatura é você.

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