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Salário mínimo de 2026 sobe para R$ 1.621 e muda impacto no bolso e nas contas públicas

Reajuste de 6,68% altera benefícios como INSS, seguro-desemprego e abono salarial já a partir de janeiro

11/12/2025 às 08h37 Atualizada em 13/12/2025 às 08h54
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, segundo cálculos confirmados pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O valor representa um reajuste de 6,68%, equivalente a R$ 103 a mais sobre o piso atual de R$ 1.518. O novo mínimo passa a valer em janeiro, mas só será sentido no pagamento de fevereiro.

O aumento segue a fórmula que combina dois fatores: a inflação medida pelo INPC dos últimos 12 meses, que ficou em 4,18%, e o ganho real vinculado ao crescimento do PIB de dois anos antes, limitado a 2,5 pontos percentuais. Essa regra mantém a política de valorização gradual do salário mínimo adotada pelo governo.

O reajuste não mexe apenas no contracheque do trabalhador. Ele altera de imediato benefícios que seguem o piso nacional, como INSS, seguro-desemprego, abono salarial e BPC. Com isso, milhões de pessoas que dependem desses programas também terão mudança no valor recebido já no início de 2026.

Por outro lado, cada aumento no mínimo pressiona o orçamento público. Como boa parte das despesas obrigatórias está atrelada ao piso, qualquer real adicional movimenta milhões em gastos ao longo do ano. O governo ainda avalia o impacto final dessa correção nas contas federais, especialmente em programas sociais e na Previdência.

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