
Mais de 70% dos grandes investidores acreditam que o ouro ainda tem espaço para subir forte até 2026. O dado vem de uma pesquisa do Goldman Sachs com mais de 900 gestores globais, feita entre 12 e 14 de novembro, e confirma o apetite crescente pelo metal depois de um ano marcado por demanda recorde no mundo todo. Só em 2024, o ouro já avançou 58,6% e rompeu pela primeira vez a barreira dos US$ 4 mil por onça troy.
O levantamento mostra que 36% dos entrevistados enxergam o ouro chegando a US$ 5.000 até o fim de 2026. Outros 33% apostam no intervalo entre US$ 4.500 e US$ 5.000. Uma minoria, pouco acima de 5%, fala em queda para a faixa de US$ 3.500 a US$ 4.000. Na última sexta-feira de novembro, o metal renovou máxima de duas semanas e foi negociado a US$ 4.175,50, embalado pela expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve.
Segundo os gestores, o que puxa esse movimento é claro: compras agressivas dos bancos centrais, que vêm reforçando reservas para se proteger de instabilidade geopolítica e riscos fiscais. Para 38% dos entrevistados, esse é o principal motor da alta. Outros 27% apontam os déficits públicos elevados como gatilho para manter a demanda forte. Em meio a inflação persistente, tensões globais e dólar mais fraco, o ouro voltou a ser visto como refúgio confiável sem risco de crédito e com valor histórico de proteção.
A perspectiva para 2026 segue positiva entre analistas. Phil Streible, da Blue Line Futures, diz que o cenário internacional, marcado por crescimento fraco e pressão de preços, ainda sustenta cotações elevadas. O otimismo também respingou nas mineradoras: nomes como Newmont e Snowline Gold aparecem na mira de gestores, em um setor que vive nova onda de consolidações.
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