
Os Estados Unidos decidiram zerar, de forma imediata, o tarifaço de 40% que vinha atingindo carne, café, cacau, frutas e outros itens importantes do agronegócio brasileiro. A medida, assinada pelo presidente Donald Trump, vale de forma retroativa para todos os produtos que entraram no país a partir de 13 de novembro. O tarifaço havia sido imposto em agosto, em meio a tensões políticas com o governo Lula.
A reversão acontece após uma conversa entre Trump e Lula em outubro, quando os dois concordaram em baixar o tom e reabrir negociações comerciais. Segundo a Casa Branca, houve “progresso inicial” no diálogo, e vários produtos brasileiros deixaram de ser considerados um risco ao interesse econômico dos EUA, o que abriu espaço para a retirada da cobrança extra.
A lista de itens liberados é ampla e inclui carne bovina em diversas categorias, café, cacau, frutas tropicais, féculas, sucos, tomate e tubérculos como inhame, jícama e taro. Antes disso, o país já havia eliminado uma tarifa recíproca de 10% aplicada a todos os parceiros comerciais, medida tomada após forte pressão interna de eleitores e setores econômicos americanos.
Mesmo com o alívio para as exportações brasileiras, Trump avisou que continuará monitorando o Brasil e pode reabrir o tarifaço caso considere necessário. As negociações seguem abertas, e Washington deixou claro que qualquer mudança de cenário pode levar a novas medidas.
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