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Impostos empurram Lupo para o Paraguai e acendem alerta na indústria brasileira

Empresa centenária abre fábrica em Ciudad del Este para cortar custos e manter competitividade

17/11/2025 às 17h04 Atualizada em 18/11/2025 às 16h59
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A tradicional Lupo, fundada em 1921 em Araraquara (SP), decidiu levar parte da sua produção para o Paraguai após o impacto da Lei 14.789/2023, que mudou o tratamento dos incentivos fiscais estaduais. A nova fábrica, inaugurada em junho em Ciudad del Este, foi planejada como saída emergencial para reduzir gastos e manter lucro em meio ao aumento da carga tributária brasileira.

Segundo a CEO Liliana Aufiero, o governo não apenas dificultou a operação, como acabou forçando a mudança. Ela afirmou que os impostos “estão comendo a empresa de forma violenta” e que não se trata de uma decisão estratégica internacional, mas de sobrevivência. Em entrevista, Liliana disse claramente: “Não é que a Lupo foi para o Paraguai, o Brasil empurrou a gente para lá.”

A nova planta recebeu R$ 30 milhões em investimentos, já emprega cerca de 110 funcionários e pode produzir até 20 milhões de pares de meias por ano. Além dos impostos, a executiva admitiu que a concorrência externa também pesou, citando uma empresa chinesa instalada no Paraguai que consegue vender no Brasil com custo muito menor e sem necessidade de investir em marca, o que cria uma disputa desigual.

Mesmo com o cenário difícil, a Lupo segue líder nacional em meias, cuecas e moda íntima, mantendo marcas fortes como Lupo, Trifil e Scala. A empresa continua investindo em expansão e inovação, incluindo sua linha esportiva e o lançamento do primeiro tênis da marca, o Origem, numa tentativa de se reinventar sem perder espaço em um mercado cada vez mais competitivo.

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