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Correios: a estatal quebrada que viaja de executiva para a COP30

Mesmo beirando a insolvência, os Correios torram R$19,5 milhões em contratos milionários para a COP30 — e o contribuinte, como sempre, é quem paga a conta

12/11/2025 às 08h12
Por: Douglas Ferreira
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Estatal acumula maior déficit de sua história no governo Lula 3 - Foto: Reprodução
Estatal acumula maior déficit de sua história no governo Lula 3 - Foto: Reprodução

Na toada da gastança sem freio que virou marca registrada do governo Lula, os R$20 bilhões que a estatal dos Correios pretende buscar no mercado financeiro para tentar “sanear as contas” podem não dar nem para o aperitivo. Mesmo atolada em dívidas bilionárias, a direção da empresa segue gastando como se não houvesse amanhã — e, pior, como se o dinheiro fosse infinito.

E os gastos não são pequenos. São milionários, sucessivos e sem justificativa plausível. A pergunta que não quer calar é simples: por que tanta irresponsabilidade administrativa e financeira? E, mais ainda: qual é a necessidade real dos Correios estarem na COP30, em Belém (PA), gastando como se a empresa fosse uma petroleira?

O festival de contratos parece uma ode ao desperdício. De acordo com dados oficiais, os Correios já queimaram R$19,5 milhões em contratos relacionados à conferência climática. Só a Latam Airlines faturou mais de R$1,3 milhão para “ceder o porão de aeronaves” no transporte de cargas da operação logística COP30 — o tipo de serviço que, ironicamente, uma estatal de logística deveria fazer sem precisar de intermediários.

A Azul também garantiu sua “beirada”: R$4,5 milhões por serviços semelhantes. Já a Sideral Linhas Aéreas levou a melhor — R$7,9 milhões em dois contratos. Para completar o banquete, a Cargo Way Event faturou R$7,5 milhões pelo mesmo tipo de serviço.

Mas ninguém é de ferro, certo? Então, claro, hospedagem top. Os Correios fecharam três suítes na charmosa Mirití Pousada, em Belém. Preço do mimo: R$22.399,00 cada, totalizando R$67.197,00.

Enquanto isso, o presidente da estatal, Fabiano Silva dos Santos, aquele que alterna o posto de dirigente com o de churrasqueiro de Lula, admite que a empresa beira a insolvência. A pergunta final é inevitável: quem vai pagar essa conta?

Spoiler: não será o Lula, nem os diretores dos Correios. Como sempre, será o contribuinte, que paga caro para ver uma estatal quebrada viver como se fosse uma empresa de luxo.

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