
A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (10) a falência do Grupo Oi. A decisão, assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, afirma que a empresa está “tecnicamente falida” e não possui mais atividade suficiente para justificar sua continuidade. A reação foi imediata no mercado: as ações da companhia despencaram mais de 35%, negociadas a meros R$ 0,18.
Mesmo com a falência, parte das operações continuará funcionando provisoriamente. Oi Soluções, Serede e Tahto seguem ativas para garantir serviços essenciais enquanto o gestor judicial supervisiona o processo de transferência dos contratos para outras empresas. A Oi ainda é responsável por atendimentos estratégicos, como telefonia pública, atendimento a órgãos federais e até conectividade do Cindacta, que já começou a migrar para a Claro.
O colapso já era esperado. Na sexta-feira (7), a administração e a própria gestão judicial recomendaram oficialmente a liquidação da companhia, apontando que a empresa não gerava mais caixa, descumpria o plano de recuperação judicial e acumulava dívidas superiores a R$ 1,7 bilhão — com apenas R$ 50 milhões em caixa livre. Diretoria e conselho foram afastados.
A queda da Oi encerra um ciclo que começou ainda no projeto dos “campeões nacionais”, quando a operadora se uniu à Brasil Telecom e à Portugal Telecom para formar uma supertele. Com o tempo, foi vendendo partes do negócio: a telefonia móvel ficou com Claro, TIM e Vivo; a rede neutra passou para a V.tal; e o braço de fibra virou a Nio, que congelou preços até 2028. Agora, a TIM já manifestou interesse em comprar a Oi Soluções, sinalizando o próximo capítulo dessa desmontagem.
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