
Muitos prometeram, mas só o governo Lula 3 efetivamente aprovou o projeto de lei que garante isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil reais. Isso, segundo o governo, vai beneficiar mais de 10 milhões de contribuintes. Certo? Errado. Ou melhor: não dá para afirmar.
E por quê?
Simples: o governo não revela quantas pessoas realmente se enquadram no perfil dos contribuintes alcançados pela isenção. E há quem garanta que o número é irrisório.
A suspeita ganha força:
Era lorota — 80% dos que ganham até R$5 mil já não pagam IR, dizem especialistas.
Se isso for verdade, grande parte da população já desfrutaria, na prática, da isenção. Ou seja, a “grande conquista” pode ter impacto mínimo — e máximo valor político.
Mas afinal, quem está com a razão?
Se o governo está certo, por que não divulga os dados oficiais?
Por que tanta bruma, silêncio e opacidade?
Por que insistir em esconder informações que deveriam estar disponíveis ao público?
A falta de dados dá margem a dúvidas, interpretações e questionamentos, além de fragilizar a narrativa populista de que o projeto beneficiará uma multidão.
O governo Lula (PT) não divulga o número exato de pessoas que serão de fato beneficiadas pela tão alardeada “isenção do imposto de renda até R$5 mil por mês”.
A conta, entretanto, é simples:
A projeção oficial é que existem 10 milhões de pessoas na faixa entre R$3.001 e R$5.000.
Mas o governo não diz quantas já têm deduções suficientes para NÃO pagar imposto — mesmo antes da nova faixa.
O advogado tributarista Dr. Gabriel Vieira, sócio do Grupo GSV, estima que mais de 80% dessas pessoas já possuem “isenção na prática”.
Ou seja:
A promessa é grande — mas o impacto real pode ser microscópico.
Vieira estima que a maior parte dos contribuintes de até R$5 mil não sentirá financeiramente a mudança. Isso porque a legislação já garante deduções robustas e variadas.
Entram no cálculo:
contribuição previdenciária
dependentes
despesas médicas
consultas odontológicas
planos de saúde
gastos com educação
e outras despesas legais
Com isso, a maioria dos contribuintes nessa faixa já consegue zerar o imposto devido.
Exemplo 1:
Renda de R$5 mil/mês
Taxa real sem deduções: 6,7% (R$335,15)
Dois dependentes deduzem R$379,18
Resultado: isenção
Exemplo 2:
Renda de R$5 mil/mês
Pensão alimentícia de R$350
Resultado: dedução integral → isenção
Ou seja, muitos já estavam isentos antes mesmo do anúncio.
Sem dados transparentes, não há como saber quantos serão realmente beneficiados. A impressão que fica é simples:
- O governo comemora
- O Congresso aplaude
- A militância diz “histórico”
- Mas o bolso do contribuinte — na prática — não sente nada de novo
Uma promessa com brilho de manchete, mas com impacto real ainda nebuloso.
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