
O Ceará enfrenta uma escalada silenciosa e cruel da violência. Um relatório da Polícia Civil revela que, entre janeiro de 2024 e setembro de 2025, foram registradas 219 expulsões de moradores por facções criminosas, o que equivale a uma ocorrência a cada três dias. A maior parte dos casos aconteceu em Fortaleza, especialmente nos bairros Ancuri, Prefeito José Walter, Vicente Pinzón e Jangurussu, onde grupos rivais disputam o controle do tráfico e de serviços clandestinos.
A capital cearense não é o único foco. Maranguape, considerada a cidade mais violenta do país em 2024, lidera o ranking na Região Metropolitana com 19 expulsões, seguida por Maracanaú (16) e Caucaia (15). Em Pacatuba, embora apenas duas ocorrências tenham sido formalmente registradas, mais de 30 famílias foram forçadas a abandonar suas casas na comunidade do Jacarezal, sob ameaça de morte. A disputa entre o Comando Vermelho (CV) e os Guardiões do Estado (GDE) deixou rastro de medo e mortes.
No interior, a situação também é grave. Sobral aparece como o município mais afetado, com sete casos de “deslocamentos forçados”, seguidos de Quixadá e Morada Nova, onde famílias inteiras fugiram após ameaças diretas de execução. Segundo o Departamento de Repressão ao Crime Organizado, as facções expandem o domínio sobre áreas urbanas e rurais, extorquindo comerciantes, cobrando “taxas” e recrutando jovens para o tráfico.
Diante do cenário, a Secretaria da Segurança Pública afirma ter intensificado operações conjuntas das polícias Civil e Militar, resultando em 33 prisões e 39 mandados cumpridos entre agosto e outubro. A pasta também lançou a Operação Opus, focada em desmontar os grupos responsáveis por expulsões. Apesar das ações, o medo ainda dita as regras em muitos bairros, onde o Estado parece chegar sempre depois e as facções, antes de tudo.
Vale lembrar que praticamente todo o Nordeste é governado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que, segundo críticos, parece manter um “diálogo cabuloso” com as facções criminosas.
Seria hora para "bukelizar" o nosso querido país? Não sei.
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