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Economia FAST FOOD

Crise e insatisfação: Burger King balança nos EUA e perde qualidade no Brasil

De funcionária sozinha em um turno ao pedido de falência de uma franqueada americana, a rede enfrenta turbulência — e até clientes em Teresina relatam frustração com preços altos e queda no padrão

20/10/2025 às 21h21 Atualizada em 21/10/2025 às 17h07
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Burger King virou assunto mundial após o vídeo de Nykia Hamilton, funcionária de 25 anos, viralizar no TikTok. Ela foi flagrada administrando sozinha uma loja nos Estados Unidos, lavando pratos, atendendo balcão, drive-thru e ainda fechando o restaurante após 12 horas de trabalho. A cena gerou revolta, apoio online e uma vaquinha que arrecadou mais de R$ 250 mil para a jovem mãe de três filhos.

Mas a repercussão positiva para Nykia contrasta com o cenário financeiro delicado da rede nos EUA. Uma das maiores franqueadas, a Consolidated Burger Holdings (CBH), entrou em recuperação judicial com dívidas de mais de US$ 35 milhões. A operadora, que já chegou a ter 75 unidades, hoje mantém pouco mais de 50 e acumula prejuízos de US$ 15 milhões. O setor de fast food no país vem sendo pressionado pela inflação, aumento de custos e mudanças nos hábitos de consumo, com clientes migrando para opções mais baratas e saudáveis.

O baque atinge também a imagem de Jorge Paulo Lemann, bilionário brasileiro e acionista do Burger King por meio da 3G Capital. Conhecido como “rei do hambúrguer”, Lemann já havia visto outros negócios desmoronarem, como o caso das Lojas Americanas e a crise da Kraft Heinz. Agora, volta ao centro das atenções com mais uma turbulência em sua carteira de investimentos.

Se lá fora a crise é financeira, aqui dentro a percepção também não é boa. Aqui em Teresina, por exemplo, a experiência de clientes no Burger King do Teresina Shopping mostra sinais de desgaste. Clientes relatam máquina de refrigerantes quebrada, a opção de hambúrguer de carne suspensa e, para piorar, os preços seguem elevados. Resultado: muitos consumidores, assim como eu, desistem de comer no local diante da combinação de má qualidade e custo alto.

Dias ruins para o Burger King...

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