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Nordeste MATÉRIA EXCLUSIVA

EXCLUSIVO: Teresina x Fortaleza: o retrato da desigualdade e da pobreza no Nordeste

Levantamento mostra que Teresina aumentou disparidades de renda, enquanto Fortaleza concentra as maiores taxas de pobreza da região

20/10/2025 às 11h16 Atualizada em 21/10/2025 às 17h07
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem da Zona Leste de Teresina, bairro Jóquei - Foto: Wagner Albuquerque
Imagem da Zona Leste de Teresina, bairro Jóquei - Foto: Wagner Albuquerque

A desigualdade de renda caiu no Brasil entre 2021 e 2024, mas Teresina seguiu no sentido contrário. Enquanto boa parte das capitais nordestinas conseguiu reduzir disparidades, a capital piauiense apresentou aumento na distância entre ricos e pobres, reforçando um cenário preocupante para a população de baixa renda.

Dados:
    •    Brasil: queda da desigualdade no período 2021-2024.
    •    Teresina: aumento da razão de rendimentos entre ricos e pobres.
    •    Fortaleza e São Luís também registraram alta; Recife, Salvador e Natal tiveram redução.

No Brasil metropolitano, a pobreza caiu de forma histórica, beneficiando milhões de pessoas. Já no Nordeste, os números seguem elevados e colocam capitais da região entre as mais críticas do país. Teresina não está entre as piores, mas permanece acima de cidades que conseguiram avanços mais consistentes.

Dados:
    •    Brasil: pobreza caiu de 31,1% (2021) para 19,4% (2024), retirando 9,5 milhões de pessoas dessa condição.
    •    Extrema pobreza: recuou para 3,3% em 2024, menor índice da série histórica.
    •    Fortaleza, São Luís e Maceió: mais de 30% da população em situação de pobreza.
    •    Teresina: índices mais altos que Recife e Salvador, mas menores que Fortaleza e São Luís.

A renda média no Brasil alcançou o maior patamar da série histórica, mas Teresina não acompanhou esse ritmo. A capital do Piauí segue atrás de algumas capitais nordestinas e mostra que os ganhos econômicos não chegaram de forma equilibrada à região.

Dados:
    •    Renda média Brasil (2024): R$ 2.475.
    •    Renda média dos 40% mais pobres: R$ 670.
    •    Recife e Salvador: rendimentos mais altos que Teresina.
    •    Fortaleza e São Luís: rendimentos ainda menores que os da capital piauiense.

Especialistas apontam que os números de Teresina revelam um desafio persistente: ampliar a renda e reduzir desigualdades, principalmente quando comparada às demais capitais do Nordeste. A cidade precisa avançar em políticas públicas que façam o crescimento econômico chegar às famílias mais pobres.

Confira dados completos: 

Clique aqui para ver o documento "boletim_16_2025_vfinal.pdf"

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