
O detento Daniel Silva Cunha, conhecido como “Gago”, foi encontrado morto na madrugada desta sexta-feira (22), dentro de uma cela da Unidade Prisional de São Luís 5 (UPSL-5), localizada no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
Segundo as primeiras informações, há fortes indícios de que Daniel tenha sido executado a mando de uma organização criminosa, hipótese que reforça o histórico de violência e controle das facções dentro e fora do sistema prisional maranhense.
Em nota oficial, a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) confirmou a morte, mas afirmou que as causas do óbito ainda estão sendo apuradas. O caso está sob investigação da Polícia Civil, do setor de Inteligência do Sistema Prisional e da Polícia Técnico-Científica, que deve indicar se houve homicídio e identificar os envolvidos.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização da perícia. Até o momento, a SEAP não detalhou como ocorreu a morte, nem confirmou se houve uso de arma branca, asfixia ou outro tipo de violência.
O Complexo de Pedrinhas já acumula diversas mortes somente em 2025, reforçando sua fama de instabilidade e insegurança. A cada caso, cresce a pressão sobre o governo estadual, acusado por entidades de direitos humanos de não conseguir controlar a ação de facções que dominam galerias inteiras do presídio.
Se confirmada a execução criminosa, o episódio expõe mais uma vez o poder paralelo que atua em Pedrinhas e os riscos para a segurança pública no Maranhão.
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