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Escândalo: vice-prefeito é acusado e tentar estuprar vereadora na presidência da Câmara

A denúncia da vereadora Júlia Rodrigues contra o vice-prefeito Floriano Pereira expõe um cenário tenso de poder, violência e disputa política no Leste do Maranhão

13/08/2025 às 11h46 Atualizada em 14/08/2025 às 09h27
Por: Douglas Ferreira
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Vereadora Júlia Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Afonso Cunha/MA - Foto: Reprodução
Vereadora Júlia Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Afonso Cunha/MA - Foto: Reprodução

A relação institucional entre Câmara Municipal e Prefeitura deveria, em tese, ser marcada pela harmonia e pelo respeito mútuo. Mas em Afonso Cunha, no Leste do Maranhão, o equilíbrio ruiu de forma abrupta, dando lugar a um escândalo que mistura política, violência e acusações graves.

A presidente da Câmara, vereadora Júlia Rodrigues (PL), acusa o vice-prefeito Floriano Pereira da Costa (PDT) de tentativa de estupro. O caso já está nas mãos da Polícia Civil e ganha repercussão crescente na região. Segundo a parlamentar, o episódio ocorreu dentro do gabinete da presidência da Casa Legislativa, após o vice solicitar uma reunião reservada.

Júlia afirma que Floriano fechou a porta, trancou-a com chave, insinuou-se sexualmente, rasgou sua roupa, agrediu-a com um soco e tocou suas partes íntimas. Ao reagir e gritar por socorro, a vereadora diz ter sido ameaçada de morte.

“Não vai ficar barato, vai ter que respeitar as mulheres”, declarou, após registrar boletim de ocorrência e se submeter a exame de corpo de delito.

O vicê-prefeito Floriano Pereira da Costa (PDT) nega e também registrou BO contra a vereadora por calúnia e difamação - Foto: Reprodução

Do outro lado, o vice-prefeito nega todas as acusações. Ele se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, prestou depoimento e registrou BO contra Júlia, alegando ser vítima de calúnia e difamação.

O inquérito agora depende de laudos periciais e da oitiva de possíveis testemunhas para esclarecer a dinâmica dos fatos. Enquanto isso, o clima político no município é de tensão máxima: um episódio que, independentemente do desfecho, já deixa sequelas na relação institucional e na imagem pública das autoridades envolvidas.

Mais do que um caso policial, o episódio reacende um debate sensível: o de que poder e abuso não podem caminhar juntos — e que a violência contra a mulher, quando ocorre dentro dos corredores do poder, exige resposta rápida, transparente e exemplar.

O caso ganhou destaque no portal O Informante. Confira:

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