
"A crise da educação no Brasil não é uma crise: é um projeto" - Darcy Ribeiro.
O Brasil está, sim, à beira do colapso educacional - e é legítimo dizer que está fadado ao fracasso se continuar trilhando esse caminho. Não por falta de potencial, mas por escolha política. Como bem definiu Leandro Barros: “A educação é a base de uma nação; um país sem educação de qualidade não se desenvolve; logo, estará fadado ao fracasso!” Essa é uma verdade incontornável.
O descaso é explícito. Apesar dos discursos oficiais, o investimento real em educação permanece pífio, mal planejado e cercado por escândalos de corrupção. O Programa Criança Alfabetizada, criado para incentivar a alfabetização na idade certa, virou manchete não pelos resultados positivos, mas pelas denúncias de desvios. Em 2024, a Controladoria Geral da União aponta inconsistências na prestação de contras de R$ 4 bilhões no Ministério da Educação (MEC).
Agora, a “cereja do bolo”: o próprio MEC reconhece que não atingiu a meta de alfabetização de 60% das crianças até 2024. Pior: seis Estados regrediram, com dados ainda mais alarmantes no Estado governado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que já comanda o Brasil por mais de duas décadas, com pequenas interrupções.
Segundo o indicador “Criança Alfabetizada”, os seguintes Estados tiveram resultados piores em 2024 do que em 2023:
Amazonas: caiu de 52,2% para 49,17%. Meta: 56,8%. Não chegou nem perto.
Bahia (governada por Jerônimo Rodrigues, PT): recuou de 36,8% para 35,96%.
Pará: de 48,4% para 48,2%.
Paraná: caiu de 73,12% para 70,42%.
Rondônia: de 64,6% para 62,62%.
Rio Grande do Sul: despencou de 63,4% para 44,67% - afetado pelas enchentes, mas ainda assim alarmante.
A grande questão que surge é: onde está a falha? Seria a ausência de uma política de alfabetização clara e eficiente? Ou trata-se de desinteresse crônico do governo federal em promover uma transformação estrutural na educação básica? Pior: será essa decadência parte de um método para manter a população vulnerável e dependente do assistencialismo estatal?
O dado mais preocupante talvez seja o desempenho da Bahia - Estado governado pelo PT há 18 anos - que lidera os piores índices e praticamente estagnou em 35% de crianças alfabetizadas, quando o mínimo aceitável seria o dobro disso.
Diante do fracasso, o governo Lula silencia ou relativiza os resultados, culpando contextos locais, eventos climáticos ou até mesmo a “herança de governos anteriores”. Mas o fato é que a educação continua sendo tratada como moeda política, e não como uma prioridade nacional.
O resultado está diante de nós: crianças não alfabetizadas, escolas públicas sucateadas e um futuro nacional comprometido. O Brasil, infelizmente, escolheu não educar - e paga um preço altíssimo por isso.
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