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Prefeitura de Teresina pede mais prazo para concluir investigação sobre morte de menino em aterro sanitário

A prorrogação é de 15 dias e foi solicitada pela Eturb para analisar documentos e ouvir novas testemunhas; garoto de 12 anos morreu atropelado por um trator enquanto dormia no local

20/07/2025 às 11h56
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A Prefeitura de Teresina solicitou mais 15 dias para concluir a sindicância que apura as circunstâncias da morte de David Kauan Silva da Costa, de 12 anos, ocorrida no aterro sanitário da zona Sul da capital. O garoto foi atropelado por um trator enquanto dormia no local, onde atuava na coleta de materiais recicláveis.

A prorrogação foi oficializada por meio da Portaria nº 080/2025, publicada no Diário Oficial do Município no último dia 18 de julho, e assinada pelo presidente da Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (Eturb), engenheiro Vicente da Silva Moreira Filho. A justificativa para o novo prazo é a necessidade de analisar documentos solicitados ao Consórcio Recicle/Aurora, responsável pela administração do aterro, e ouvir novas testemunhas.

O acidente aconteceu na madrugada de 21 de junho. Segundo relatos da família, David Kauan costumava trabalhar no local junto com parentes e amigos e dormia enrolado em papelões quando foi atingido por uma máquina. O caso gerou forte comoção e repercussão pública.

Em resposta à tragédia, o prefeito Silvio Mendes anunciou, no dia 4 de julho, a desativação temporária do aterro sanitário. A medida, no entanto, provocou protestos por parte de catadores de recicláveis, que alegam não ter outra fonte de renda e pedem uma alternativa para continuar trabalhando.

A sindicância foi instaurada oficialmente no dia 3 de julho e, com a prorrogação, a previsão é de que o relatório final seja entregue até o início de agosto. O documento deve apontar responsabilidades e sugerir eventuais medidas administrativas.

Enquanto isso, o funcionamento do aterro segue suspenso, e o caso continua sendo investigado também por outras instâncias, como o Ministério Público e o Conselho Tutelar, que acompanham de perto a apuração da morte do menino.

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