
Entre 2014 e 2024, o Piauí reduziu em 55,6% as mortes por hepatite B e em 25% os óbitos por hepatite C, segundo o novo Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais. No Brasil, as reduções foram de 50% (hepatite B) e 60% (hepatite C), aproximando o país da meta da Organização Mundial da Saúde, que prevê queda de 65% nas mortes até 2030.
Além disso, o Brasil também registrou uma redução de 99,9% nos casos de hepatite A entre crianças menores de 10 anos e avanços no combate à transmissão vertical da hepatite B.
O Ministério da Saúde lançou uma nova plataforma que permite o monitoramento, por estado e município, do número de pessoas diagnosticadas, em tratamento e com abandono de acompanhamento. Em 2024, 319 piauienses foram indicados para tratamento da hepatite B, e 173 iniciaram o cuidado. Para a hepatite C, 66 foram indicados e 56 iniciaram o tratamento.
A campanha “Um teste pode mudar tudo” reforça a importância da testagem gratuita disponível no SUS. A hepatite B pode ser controlada com vacinação — oferecida desde o nascimento — e medicamentos. Já a hepatite C tem taxa de cura superior a 95% com antivirais de ação direta.
A partir de 2025, o Brasil ampliará a vacinação contra hepatite A e vai incentivar ações locais por meio do novo Guia de Eliminação das Hepatites Virais, que reconhecerá municípios com melhores resultados no combate à doença.
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