
O professor Kleber Montezuma, atualmente presidente da Fundação Wall Ferraz, foi oficialmente convidado pelo prefeito Silvio Mendes para assumir a presidência da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina. A expectativa é que ele dê sua resposta ainda hoje, em meio a uma das maiores crises sanitárias da capital piauiense.
Montezuma não é um novato na gestão pública nem um desconhecido do grupo de Silvio Mendes. Professor universitário, pedagogo e gestor de longa trajetória, ele já comandou diversas pastas estratégicas em Teresina, com destaque para as áreas de Educação, Administração, Habitação e Desenvolvimento Urbano. Durante a gestão de Silvio Mendes como prefeito (2005–2010), Kleber foi uma peça-chave da equipe e ajudou a consolidar políticas reconhecidas nacionalmente, especialmente na área educacional.
Seu perfil administrativo é marcado pelo rigor técnico, disciplina e foco em metas - características que lhe renderam respeito entre os pares e também críticas pelo estilo centralizador. É visto como um gestor austero, com boa capacidade de articulação política e habilidade para imprimir resultados mesmo em cenários adversos.
Caso aceite o convite, Montezuma enfrentará uma situação delicada: a Saúde municipal permanece sob situação de emergência, com estoques de insumos e medicamentos ainda instáveis, processos licitatórios emperrados e pressão da opinião pública por respostas rápidas e concretas.
A nomeação de Montezuma pode ser lida como uma aposta de Silvio Mendes na competência técnica e na capacidade de recuperação de um setor vital para a administração. A crise na FMS vinha desgastando a gestão e, nos bastidores, já se comentava que a pasta precisava de um “nome forte” para reverter o quadro e restaurar a credibilidade do governo.
A chegada de Montezuma pode também reforçar o tom político da gestão, já que ele é um dos quadros mais próximos e leais a Silvio Mendes, com experiência em gestão pública e trânsito junto às principais lideranças do grupo.
A escolha de Kleber Montezuma para a FMS carrega simbolismos e riscos. Por um lado, sinaliza firmeza e seriedade no enfrentamento da crise na Saúde, o que pode aliviar as pressões políticas sobre o prefeito e melhorar a percepção pública sobre a gestão. Por outro lado, Montezuma herdará uma rede municipal sob tensão, com servidores insatisfeitos, desafios financeiros e alta expectativa por resultados imediatos.
Para Silvio Mendes, é um movimento arriscado, mas necessário: entregar a saúde nas mãos de alguém com experiência, capacidade de gestão e confiança pessoal. Para Montezuma, um teste de fogo: provar que sua competência administrativa pode ser tão eficaz na saúde quanto foi em outras áreas.
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