
Águas de São Pedro, no interior de São Paulo, é o segundo menor município do Brasil em extensão territorial — com apenas 3,61 km² — e, mesmo assim, conseguiu um feito notável: foi eleito pela quinta vez o município mais desenvolvido do país, segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). O levantamento avaliou 5.500 cidades com base em dados de 2023, considerando critérios como saúde, educação e emprego.
Os números impressionam: a cidade obteve nota 0,8413 em educação, 0,8827 em saúde e 0,9556 em emprego, em uma escala que vai até 1. Esses índices refletem, por exemplo, a ampla oferta de médicos — são sete para cada mil habitantes, número muito acima da média nacional — e uma taxa de formalização no mercado de trabalho que alcança 54%, mais que o dobro da média brasileira. A rede de saneamento também é um diferencial: 100% da população é atendida, enquanto a média nacional é de apenas 55,5%.
Segundo a Firjan, o sucesso de Águas de São Pedro não é obra do acaso. A cidade mantém um desempenho consistente desde 2008 e tem figurado entre os 500 municípios mais bem colocados do país ao longo dos anos. Jonathas Goulart, gerente de estudos econômicos da Firjan, aponta que esse histórico reforça a importância de políticas públicas bem estruturadas e de longo prazo.
Na política, o município apresenta uma inclinação conservadora. Dos nove vereadores eleitos em 2024, cinco são de partidos aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao governador Tarcísio de Freitas. O prefeito João Victor Barboza, do PL, foi reeleito com 70,83% dos votos e, embora evite se declarar explicitamente conservador, demonstra alinhamento com figuras bolsonaristas. Nas últimas eleições, nenhum candidato do PT foi eleito — os mais bem votados do partido não passaram da 45ª colocação. Coincidência ou não, o modelo administrativo e político de Águas de São Pedro parece estar gerando resultados sólidos.



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