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Juiz Edinaldo César Santos Júnior é encontrado morto em Aracaju

Sem sinais de violência, a principal suspeita é de morte natural; magistrado era referência em direitos humanos e atuava no CNJ com foco na infância e juventude.

03/06/2025 às 15h38 Atualizada em 08/06/2025 às 10h22
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O juiz Edinaldo César Santos Júnior, que atualmente atuava como juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi encontrado morto em Aracaju, capital de Sergipe. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP), não foram identificados sinais de violência no corpo nem no local onde ele foi encontrado. A principal hipótese é de que a morte tenha sido causada por razões naturais. Exames periciais estão sendo realizados pelo Instituto de Análise e Pesquisa Forense, mas ainda não há prazo para a divulgação dos resultados.

Ao longo da carreira, o magistrado se destacou pela atuação em políticas públicas voltadas à infância, juventude e aos direitos humanos. Ele era doutorando e mestre em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e também possuía especialização na área pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Edinaldo era conhecido pelo engajamento nas causas sociais e pela defesa de uma Justiça mais acessível e humanizada.

No mês passado, Edinaldo foi indicado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, para integrar a delegação brasileira na ONU, onde defendeu o trabalho do Judiciário com foco nas infâncias brasileiras. Em discurso, ele afirmou: “Emerge no Poder Judiciário brasileiro um novo paradigma: o nascimento de uma justiça amigável à infância, que atua por e com as crianças e adolescentes. Uma justiça adultocêntrica nunca mais!”

A morte do magistrado gerou grande comoção entre autoridades e instituições. Em nota nas redes sociais, o Tribunal de Justiça de Sergipe destacou sua contribuição para a modernização do Judiciário. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) também manifestou pesar e ressaltou o compromisso de Edinaldo com um Judiciário mais justo e acessível.

A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, também se pronunciaram. Emília descreveu o juiz como “firme e combativo diante das injustiças” e afirmou que seu legado jamais será esquecido. Já o governador destacou a trajetória de integridade e dedicação do magistrado e prestou solidariedade aos familiares e amigos.

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