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Educação QUILOMOS ABANDONADOS

Educação dos quilombolas no Piauí: A realidade que o governo não mostra

Apesar de duas décadas de governos de esquerda, dados do IBGE revelam que a população quilombola segue entre as mais afetadas pelo analfabetismo e pela falta de saneamento básico no estado

12/05/2025 às 18h24
Por: Douglas Ferreira
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O povo quilombola é muito usado nos discursos políticos mais esquecidos na prática política do Piauí - Foto: Reprodução
O povo quilombola é muito usado nos discursos políticos mais esquecidos na prática política do Piauí - Foto: Reprodução

No Piauí, vivem 31.686 pessoas quilombolas, o que representa aproximadamente 0,97% da população total. O Estado também possui 14 territórios quilombolas oficialmente delimitados, que abrigam diversas comunidades com histórias e culturas únicas.

Algumas dessas comunidades incluem Lagoas, Macacos, Riacho dos Negros, Sumidouro, Tanque de Cima, Fazenda Nova, entre outras, localizadas nos municípios de São Raimundo Nonato, Fartura do Piauí, São Lourenço do Piauí e Comunidade Mimbó. O Estado do Piauí possui o terceiro maior número de quilombolas do Brasil.

Discurso x realidade

Mais uma vez, nos deparamos com a dura verdade: “algo de errado não está certo” na Educação do Piauí. O discurso otimista do secretário de Educação, Washington Bandeira, e do governador Rafael Fonteles (PT), não bate com a realidade revelada pelos números oficiais do IBGE. Na prática, os dados expõem uma dura realidade enfrentada especialmente pelos quilombolas, que continuam invisibilizados pelo poder público.

Educação abandonada

O Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que os quilombolas do Piauí enfrentam uma das piores taxas de analfabetismo do país.

  • Na zona rural, 30% dos quilombolas são analfabetos, a segunda maior taxa do Brasil, atrás apenas de Alagoas.

  • Na área urbana, a taxa de analfabetismo entre quilombolas é de 19,95%, enquanto a média urbana do Piauí é de 12,19%.

  • A média geral de analfabetismo dos quilombolas no estado é de 28,75%, bem acima da média estadual total, que é de 17,23%.

Há também desigualdade por gênero:

  • Homens quilombolas na zona rural: 32,83% analfabetos

  • Mulheres quilombolas na zona rural: 27,01%

  • Em áreas urbanas, homens têm taxa de 22,58% e mulheres 17,58%

A pergunta que não cala

Por que, após mais de 20 anos de governos de esquerda no Piauí, ainda não houve políticas públicas eficazes para mudar esse quadro?

  • Qual a explicação da Secretaria de Educação?

  • O governador Rafael Fonteles reconhece os dados do IBGE?

  • E reconhecendo, o que pretende fazer?

A população exige respostas, não apenas promessas e propagandas.

Falta tudo: saneamento, saúde, infraestrutura

A precariedade vai além da educação.
Segundo o IBGE, os quilombolas têm menos acesso ao saneamento básico que o restante da população:

  • Áreas urbanas: apenas 28,32% dos domicílios quilombolas têm esgotamento adequado, contra 58,12% da média urbana estadual

  • Zona rural: somente 15,26% dos domicílios quilombolas têm acesso ao serviço, contra 19,70% da média rural geral

E quanto a outras estruturas básicas?

  • As comunidades quilombolas têm escolas de qualidade?

  • Postos de saúde?

  • Água potável?

  • Saneamento básico?

  • Calçamento?

A realidade nas comunidades quilombolas do Piauí ainda é de abandono estrutural, desigualdade social e falta de prioridade política.

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