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Ovo de Páscoa envenenado: menino morre e mulher é presa em Imperatriz (MA)

Tragédia familiar choca a cidade maranhense; criança de 7 anos morre após comer chocolate contaminado. Polícia prende suspeita de envenenar por vingança amorosa

17/04/2025 às 19h50
Por: Douglas Ferreira
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Ex-namorada do pai da criança morta foi presa com a autora do envenenamento que culminou com a morte da criança de 7 anos - Foto: Reprodução
Ex-namorada do pai da criança morta foi presa com a autora do envenenamento que culminou com a morte da criança de 7 anos - Foto: Reprodução

A cidade de Imperatriz, na região tocantina do Maranhão, amanheceu em estado de choque nesta Quinta-feira Santa (17/4). Uma tragédia envolvendo um ovo de Páscoa envenenado deixou três pessoas de uma mesma família intoxicadas — entre elas, uma criança de apenas 7 anos, que não resistiu. A Polícia Civil do Maranhão prendeu uma mulher de 36 anos, apontada como principal suspeita de planejar o crime.

Segundo as investigações, o chocolate foi entregue à família por um motoboy na noite de quarta-feira (16), como se fosse um presente. Junto ao doce, havia um bilhete que dizia: “Com amor, para Miriam Lira. Feliz Páscoa.” Miriam é mãe da criança e também foi envenenada, assim como a filha mais velha, irmã da vítima fatal. Ambas seguem internadas em estado grave na UTI do Hospital Municipal de Imperatriz.

Bilhete que acompanhava o ovo de Páscoa entregue na casa das vítimas - Foto: Reprodução

A suspeita, que tentava fugir em um ônibus intermunicipal, foi localizada e presa pela Polícia Civil com apoio do Centro de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão. Ela foi identificada como ex-namorada do atual companheiro de Miriam. A principal linha de investigação aponta para vingança passional como motivação do crime.

O pai do menino, que mora numa casa vizinha, percebeu os primeiros sintomas e tentou socorrer o filho, mas não houve tempo. O menino morreu logo após ingerir o chocolate. As demais vítimas foram levadas às pressas para o hospital, onde seguem sob cuidados intensivos.

A polícia instaurou inquérito na Delegacia de Homicídios de Imperatriz. O corpo do menino passou por necropsia no Instituto Médico Legal (IML), e laudos toxicológicos estão sendo elaborados pelo Instituto de Criminalística (ICrim) para confirmar o tipo de substância utilizada no envenenamento.

O caso levanta um alerta sobre a vulnerabilidade das relações interpessoais e a banalização da violência extrema como forma de resolver conflitos emocionais. A frieza e premeditação com que o crime foi executado acentuam a gravidade do episódio e mobilizam a comunidade local em busca de justiça.

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