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Educação RANKING IDEB

Desempenho das escolas privadas no Ideb 2023 expõe desigualdades na Educação brasileira

Enquanto Estados como Santa Catarina e Minas Gerais se alternam no topo do ranking, outras regiões enfrentam dificuldades, com destaque negativo para o Rio de Janeiro, cuja rede privada figura entre as piores do país no ensino médio

17/08/2024 às 06h22
Por: Douglas Ferreira
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O Ideb 2023 apresentou as desigualdades da educação privada no país - Foto: Reprodução
O Ideb 2023 apresentou as desigualdades da educação privada no país - Foto: Reprodução

O desempenho das escolas privadas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023 revelou não só as ilhas de excelência, mas também as lacunas que persistem, mesmo em instituições particulares.

Enquanto Estados como Santa Catarina e Minas Gerais se alternam no topo do ranking, outras regiões enfrentam dificuldades, com destaque negativo para o Rio de Janeiro, cuja rede privada figura entre as piores do país no ensino médio. No Nordeste, o cenário também é preocupante, com poucos Estados alcançando posições de destaque.

Santa Catarina lidera nas três etapas de ensino avaliadas, com as escolas particulares do Estado obtendo as melhores notas tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do ensino fundamental. Nestas etapas, os catarinenses empataram com Minas Gerais, consolidando a supremacia dessas regiões no setor educacional privado. São Paulo, por sua vez, ficou em uma posição intermediária, não conseguindo se destacar significativamente em nenhuma das etapas.

O Ideb, que varia em uma escala de 0 a 10, é calculado a cada dois anos e é o principal indicador de qualidade na educação do país. Ele utiliza as notas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e a taxa de aprovação dos alunos como critérios. Embora todas as escolas públicas sejam avaliadas, a rede privada é analisada por amostragem, o que significa que os resultados são apresentados por estado e a nível nacional, sem detalhamento por escola ou município.

Entre as surpresas deste ano está o Piauí, que já teve a melhor escola privada do país e agora aparece em uma posição razoável, mas longe do desempenho anterior. O Rio de Janeiro, que historicamente se orgulha de suas instituições de ensino, amarga uma das piores colocações no ensino médio, com uma média de 5,1, ficando à frente apenas de Alagoas, que registrou a menor nota, com 5,0.

O desempenho desigual das escolas privadas nos diferentes Estados brasileiros levanta questões sobre a qualidade da educação e a eficácia dos investimentos no setor. Embora alguns Estados demonstrem excelência, a variação nos resultados destaca a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre as estratégias educacionais adotadas e as desigualdades regionais que persistem no país.

Confira a seguir as notas da rede privada em cada estado, divididas por etapas de ensino:

Anos iniciais (5º ano) do ensino fundamental:

  • Minas Gerais - 7,8
  • Santa Catarina - 7,8
  • Distrito Federal - 7,7
  • Espírito Santo - 7,6
  • Paraná - 7,6
  • Rio Grande do Sul - 7,5
  • São Paulo - 7,4
  • Mato Grosso do Sul - 7,3
  • Mato Grosso - 7,3
  • Acre - 7,1
  • Amazonas - 7,1
  • Piauí - 7,1
  • Rio de Janeiro - 7,1
  • Goiás - 7,1
  • Tocantins - 7,0
  • Roraima - 6,9
  • Amapá - 6,9
  • Ceará - 6,9
  • Pará - 6,8
  • Rio Grande do Norte - 6,8
  • Paraíba - 6,8
  • Pernambuco - 6,8
  • Alagoas - 6,8
  • Rondônia - 6,7
  • Sergipe - 6,7
  • Bahia - 6,7
  • Maranhão - 6,6

Anos finais (9º ano) do ensino fundamental:

  • Minas Gerais - 6,8
  • Santa Catarina - 6,8
  • Espírito Santo - 6,7
  • Acre - 6,6
  • São Paulo - 6,5
  • Rio Grande do Sul - 6,5
  • Piauí - 6,4
  • Paraná - 6,4
  • Mato Grosso do Sul - 6,4
  • Tocantins - 6,3
  • Goiás - 6,3
  • Distrito Federal - 6,3
  • Pernambuco - 6,2
  • Rio de Janeiro - 6,2
  • Mato Grosso - 6,2
  • Rondônia - 6,1
  • Amazonas - 6,1
  • Amapá - 6,1
  • Ceará - 6,1
  • Paraíba - 6,1
  • Rio Grande do Norte - 6,0
  • Bahia - 6,0
  • Roraima - 5,9
  • Maranhão - 5,9
  • Alagoas - 5,9
  • Pará - 5,8
  • Sergipe - 5,8

3º ano do ensino médio:

  • Santa Catarina - 6,0
  • Tocantins - 5,9
  • Piauí - 5,9
  • São Paulo - 5,9
  • Paraná - 5,9
  • Mato Grosso do Sul - 5,9
  • Distrito Federal - 5,9
  • Espírito Santo - 5,8
  • Ceará - 5,7
  • Bahia - 5,7
  • Rio Grande do Sul - 5,7
  • Mato Grosso - 5,7
  • Acre - 5,6
  • Rondônia - 5,5
  • Pará - 5,5
  • Rio Grande do Norte - 5,5
  • Pernambuco - 5,5
  • Amapá - 5,4
  • Sergipe - 5,4
  • Minas Gerais - 5,4
  • Goiás - 5,4
  • Amazonas - 5,3
  • Roraima - 5,3
  • Maranhão - 5,3
  • Paraíba - 5,2
  • Rio de Janeiro - 5,1
  • Alagoas - 5,0

O desafio para os próximos anos será não apenas manter as ilhas de excelência, mas também promover uma melhora mais ampla e equitativa em todo o território nacional.

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