
A NovaAgri, empresa de armazenagem e logística agrícola da Toyota, obteve na Justiça uma liminar que suspende a cobrança da Contribuição Especial de Grãos (CEG), taxa de 1,8% por tonelada sobre soja, milho, milheto e sorgo que circulam no Maranhão. A decisão, concedida nesta segunda-feira (31) pelo Tribunal de Justiça do Estado, representa a segunda vitória de contribuintes contra o tributo, instituído por lei estadual.
A liminar foi concedida pela juíza Ana Maria Almeida Vieira, da 6ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, que determinou que o governo do Maranhão suspenda a exigência do tributo e se abstenha de adotar medidas coercitivas contra a NovaAgri, como apreensões de cargas ou restrições fiscais. A empresa foi representada pelos advogados Henrique de Freitas Munia e Erbolato e Leandro Lopes Genaro, do Santos Neto Advogados.
Na semana anterior, a Terrus SA e duas empresas do grupo do empresário Ricardo Faria também conseguiram decisões favoráveis para não recolher a CEG. No entanto, em outro processo movido pela ALZ Grãos SA, a liminar foi negada, e o caso acabou extinto por questões processuais. Atualmente, pelo menos oito ações judiciais questionam a legalidade da cobrança no Estado.
A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Maranhão (Aprosoja/MA) também move uma ação coletiva contra o tributo, argumentando que a taxa é inconstitucional, já que exportações não podem ser tributadas. Segundo a entidade, a CEG pode gerar um impacto financeiro de até R$ 269 milhões por ano para os produtores de soja e milho no estado.
SAÚDE MENTAL Maranhão inova ao colocar a saúde mental dos pesquisadores no centro da política científica
ACIDENTE DE ÔNIBUS Jovens atletas recebem despedida emocionante em Juazeiro do Norte após tragédia em Tauá
JOVENS ATLETAS Conheça os atletas de basquete que morreram em trágico acidente no Ceará Mín. 23° Máx. 32°