
A ex-deputada federal e ex-governadora do Piauí, Margarete Coelho (Progressistas), fez duras críticas à administração do governador Rafael Fonteles (PT), afirmando que o governo estadual funciona apenas no "faz de conta" da internet e das redes sociais. Segundo Margarete, há uma grande insatisfação entre as lideranças políticas e os prefeitos do estado, que não estão sendo ouvidos pelo governo.
“As lideranças políticas do Piauí precisam ser ouvidas. Há uma queixa enorme de que não estão sendo ouvidas, mas nós queremos ouvi-los. Queremos saber os anseios dos nossos líderes políticos e também ouvir o povo. Precisamos sair desse ciclo em que o governo acontece mais na internet do que na vida real das pessoas”, disse.
Diante das articulações para as eleições de 2026, Margarete Coelho é um dos nomes cotados dentro da oposição para disputar o governo do Estado. No entanto, ela ressalta que a definição do candidato majoritário dependerá de um consenso entre os partidos oposicionistas e que confia na liderança do senador Ciro Nogueira nesse processo.
“A opinião do Ciro será importantíssima, porque ele é o nosso grande líder. Precisamos ouvir todos os partidos e movimentos sociais que fazem oposição. A pré-campanha será essencial para testar a receptividade de cada nome, andar pelos municípios e dialogar com as lideranças”, adiantou.
Apesar de estar entre os principais nomes da oposição, Margarete Coelho não confirma que será candidata ao governo e se coloca à disposição para cumprir qualquer papel necessário dentro do grupo oposicionista.
“As pessoas não estão preocupadas com nomes agora, mas com projetos e soluções. Estou à disposição do partido, seja para concorrer ou até mesmo para não disputar nenhum cargo”, asseverou.
Sobre sua relação com o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), de quem foi vice-governadora, Margarete afirmou que mantém um bom relacionamento, destacando que o ex-governador sempre teve uma postura democrática e que pretende manter o nível do debate político elevado.
“O senador Wellington Dias é um democrata. Temos uma amizade muito próxima, e fui vice-governadora dele por indicação do meu partido. Mas não esperem de mim um debate de baixo nível”, destacou.
A oposição no Piauí busca se consolidar como alternativa ao grupo governista, e Margarete Coelho aparece como uma das figuras centrais nesse movimento. O Progressistas, sob a liderança de Ciro Nogueira, pretende lançar um nome competitivo para enfrentar a máquina administrativa do Palácio de Karnak em 2026, e Margarete desponta como uma das principais opções.
A disputa pelo governo do Estado promete ser acirrada, e a oposição trabalha para construir uma candidatura forte que possa rivalizar com a base governista. Resta saber se Margarete Coelho será a escolhida para essa missão ou se outro nome emergirá dentro do grupo oposicionista.
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