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Harmonização nos glúteos termina em tragédia: mulher morre em casa após procedimento

Clínica sem autorização e médico sem registro em Pernambuco estão sob investigação; família aguarda respostas sobre a morte de Adriana Soares Lima Laurentino

14/01/2025 às 10h58
Por: Douglas Ferreira
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A polícia investiga também se foi usado uma substância que é proibida na intervenção para a harmonização de glúteo - Foto: Reprodução
A polícia investiga também se foi usado uma substância que é proibida na intervenção para a harmonização de glúteo - Foto: Reprodução

Adriana Soares Lima Laurentino, de 46 anos, foi encontrada morta em sua casa horas após se submeter a um procedimento estético de "harmonização de bumbum". A Polícia Civil de Pernambuco investiga o caso, enquanto o médico responsável e a clínica enfrentam questionamentos sobre irregularidades.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), o médico Marcelo Alves Vasconcelos não possui registro ativo no Estado, e a clínica onde o procedimento foi realizado não está autorizada a oferecer esse tipo de intervenção. Uma fiscalização emergencial constatou que o local não cumpria os requisitos de segurança obrigatórios para procedimentos estéticos invasivos.

Esclarecimentos e dúvidas sobre o caso

O médico defendeu-se afirmando que está aguardando a regularização de seu registro em Pernambuco e que a paciente assinou um termo de consentimento reconhecendo os riscos associados ao procedimento. Ele também afirmou que a estrutura da clínica era apropriada para a intervenção, apesar das irregularidades apontadas pelo Cremepe.

A família de Adriana não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido, mas aguarda o resultado da investigação policial para entender as circunstâncias que levaram à morte. A causa do óbito ainda não foi confirmada, mas exames periciais estão em andamento para identificar se há relação direta com o procedimento realizado.

Irregularidades na clínica e apuração policial

A fiscalização do Cremepe revelou um cenário alarmante: a clínica não possuía autorização para realizar procedimentos estéticos invasivos. Esse fato levanta questionamentos sobre a fiscalização de estabelecimentos que oferecem intervenções estéticas e sobre os riscos enfrentados por pacientes em busca de procedimentos muitas vezes comercializados como seguros.

A Polícia Civil investiga possíveis negligências, incluindo a atuação de profissionais sem registro adequado e a falta de condições sanitárias no local. O caso reacende o debate sobre os perigos de intervenções estéticas realizadas fora dos padrões regulamentados.

Alerta para os riscos de procedimentos estéticos irregulares

A tragédia expõe a importância de verificar a regularidade de profissionais e clínicas antes de realizar qualquer procedimento estético. A busca por preços acessíveis ou resultados rápidos pode colocar em risco a saúde e a vida dos pacientes. O caso de Adriana Soares Lima Laurentino é um alerta sobre os perigos de negligenciar esses cuidados.

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