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13ª Vítima da Tragédia na Ponte sobre o Rio Tocantins é resgatada; Quatro ainda estão desaparecidas

Corpo foi localizado por drones subaquáticos e retirado por mergulhadores a 40 metros de profundidade. Identidade da vítima ainda não foi confirmada. Equipes seguem em busca dos desaparecidos nos destroços da ponte que desabou na BR 226

03/01/2025 às 17h17
Por: Douglas Ferreira
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Já foram resgatados 13 corpos do fundo do Rio Tocantins, mas quatro pessoas continuam desaparecidas - Foto: Reprodução
Já foram resgatados 13 corpos do fundo do Rio Tocantins, mas quatro pessoas continuam desaparecidas - Foto: Reprodução

O corpo da 13ª vítima da queda da ponte na BR-226, entre Tocantins e Maranhão, foi resgatado nesta sexta-feira (3). Encontrado a 40 metros de profundidade, entre os escombros submersos no Rio Tocantins, o corpo foi localizado por drones subaquáticos e removido por mergulhadores em uma operação arriscada e cronometrada. Apesar dos avanços nas buscas, quatro pessoas ainda estão desaparecidas, alimentando o drama das famílias que aguardam respostas em meio às águas escuras e traiçoeiras.

Resgates marcados pela angústia e incerteza

O colapso da ponte, ocorrido no dia 22 de dezembro, deixou um saldo devastador: quatro caminhões, duas caminhonetes, um carro e três motos despencaram no rio. Entre as vítimas, um homem conseguiu sobreviver após ser arremessado de um veículo, mas os demais passageiros enfrentaram um destino trágico. Os mergulhadores enfrentam condições extremas, com visibilidade zero e pressão intensa, enquanto as buscas continuam sob o olhar angustiado dos parentes.

Segundo o capitão da Marinha, Kayo Cuevas, o corpo mais recente foi localizado próximo aos destroços da estrutura. "O robô encontrou a vítima, e os mergulhadores tiveram apenas três minutos para realizar o resgate, devido à limitação de oxigênio. Foi uma operação de extrema precisão", relatou. A vítima foi encaminhada para o Instituto Médico Legal de Imperatriz (MA) para identificação.

Negligência estrutural e colapso anunciado

Enquanto a investigação sobre as causas do desabamento ainda está em andamento, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já confirmou que o colapso foi provocado pelo rompimento do vão central. Críticos apontam que o desmoronamento expõe a fragilidade das inspeções e da manutenção em pontes pelo país, um problema recorrente que coloca em risco milhares de vidas diariamente.

A tragédia não foi apenas um acidente isolado, mas também um retrato de negligência e descaso com a infraestrutura nacional. O vereador Elias Júnior (Republicanos) chegou a registrar imagens das condições precárias da ponte pouco antes do colapso, reforçando as suspeitas de que o desastre poderia ter sido evitado.

Histórias interrompidas: as vítimas da tragédia

Desde o desmoronamento, as equipes de resgate têm trabalhado incessantemente para localizar os corpos e devolver dignidade às famílias. Entre as vítimas identificadas estão:

  • Lorranny Sidrone de Jesus, de 11 anos, que viajava em um caminhão transportando portas de MDF.

  • Andreia Maria de Souza, 45 anos, motorista de um caminhão carregado com ácido sulfûrico.

  • Anisio Padilha Soares, 43 anos, e Silvana dos Santos Rocha Soares, 53 anos, que estavam juntos no veículo.

  • Cássia de Sousa Tavares, 34 anos, e sua filha Cecília Tavares Rodrigues, de apenas 3 anos, que perderam a vida no fundo do rio enquanto o pai sobreviveu.

A busca pela identificação da última vítima resgatada continua, enquanto os parentes das quatro pessoas desaparecidas enfrentam um pesadelo sem fim.

Investigação e busca por responsáveis

A interdição total da ponte deixou motoristas sem alternativa, aumentando o trânsito e os custos logísticos na região. Autoridades prometem investigações rápidas, mas a população teme que, como tantas outras tragédias, essa também caia no esquecimento.

Com equipes formadas por peritos criminais, papiloscopistas e agentes necrotómicos, os trabalhos seguem para identificar as vítimas e esclarecer os detalhes do colapso. No entanto, as famílias exigem mais do que respostas: querem justiça e segurança.

Tragédia anunciada ou fatalidade?

A queda da ponte na BR-226 evidencia um problema estrutural crônico e amplifica o receio de novos desastres. Para especialistas, o incidente reflete anos de negligência e investimentos insuficientes na conservação das rodovias e pontes do país.

Enquanto a reconstrução da ponte é anunciada, o Brasil se depara com o desafio de transformar o luto em ação, evitando que tragédias como essa se repitam. Por ora, as águas do Rio Tocantins continuam guardando segredos e cobrando respostas.

 

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