
A Polícia Federal prendeu, na última quarta-feira (1º), o prefeito reeleito de Santa Quitéria, José Braga Barrozo (PSB), antes de sua posse. A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), atendendo a um pedido do Ministério Público Eleitoral. A medida intensifica as discussões sobre a influência do crime organizado em processos eleitorais.
No mês passado, o Ministério Público Eleitoral solicitou a cassação do mandato de José Braga e de seu vice, Francisco Gardel Mesquita Ribeiro (PSB), por suposta ligação com uma facção criminosa. De acordo com a denúncia, a organização teria ameaçado eleitores e apoiadores de um candidato opositor durante as eleições realizadas em outubro.
Embora o vice-prefeito não tenha sido preso, a Justiça determinou que ele está impedido de assumir qualquer cargo público no município. Com isso, o presidente eleito da Câmara Municipal, Joel Barroso (PSB), filho de José Braga, assumiu interinamente a Prefeitura. Joel foi eleito para presidir o Legislativo pela terceira vez consecutiva.
A defesa de José Braga nega as acusações e classificou as ações judiciais como “manobras políticas” de opositores derrotados nas urnas. Em nota divulgada no mês passado, os advogados do prefeito reeleito afirmaram que as denúncias carecem de provas e que alegações semelhantes vêm sendo feitas desde 2020, sempre sem comprovação.
José Braga foi reeleito em outubro com 41% dos votos, totalizando 11.292 eleitores. Ele superou três adversários na disputa municipal, mas agora enfrenta um impasse judicial que ameaça seu retorno à administração da cidade. A prisão do prefeito aprofunda as incertezas políticas em Santa Quitéria.
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