
O casal Ailson Gomes Carneiro, de 57 anos, e Elizangela Santos das Chagas, de 50 anos, estava a caminho de Palmas, no Tocantins, para celebrar as festas de fim de ano com a família e conhecer o primeiro neto. Eles foram vítimas do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek (JK), que liga o Tocantins ao Maranhão, na BR 226, deixando pelo menos 18 vítimas.
Juntos há mais de 30 anos, Ailson e Elizangela haviam oficializado o casamento no civil apenas dois dias antes da tragédia. Segundo o último relatório da Marinha do Brasil, nove mortes foram confirmadas e oito pessoas continuam desaparecidas.
Planos interrompidos pela tragédia
Pablo Vinicius Gomes Taveira Carneiro, filho de Ailson e enteado de Elizangela, revelou que a viagem do casal havia sido planejada há meses. "Todo ano eles passam o Réveillon conosco, mas, neste ano, meu pai decidiu vir especialmente para conhecer o primeiro neto, nascido recentemente. Ele também queria comemorar o aniversário da minha irmã e aproveitar o momento em família", contou Pablo.
O filho destacou que o pai estava radiante, especialmente após formalizar a união no civil. "Eles estavam juntos há 35 anos, e meu pai estava extremamente feliz por oficializar essa relação. Ele também havia acabado de ser reeleito vereador em Novo Repartimento (PA), como o segundo mais votado. Era um período de alegria que foi brutalmente interrompido", lamentou Pablo.
O resgate dos corpos
Segundo informações da Marinha, Elizangela estava dentro de uma caminhonete que foi esmagada por uma carreta antes de despencar no Rio Tocantins, afundando a 35 metros de profundidade. Na sexta-feira (27), o corpo de Elizangela emergiu à superfície e foi identificado pela Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) no sábado (28).
Já Ailson Gomes segue desaparecido, mas as autoridades suspeitam que ele seja a segunda vítima localizada dentro do veículo submerso. Devido à profundidade e à complexidade do resgate, a remoção completa ainda não foi realizada.
O veículo foi encontrado na quinta-feira (26) por mergulhadores do Corpo de Bombeiros do Tocantins, que seguem trabalhando para recuperar a caminhonete e os corpos. Equipamentos especializados estão sendo utilizados para operações em águas profundas, enquanto sensores instalados nos pilares remanescentes monitoram os riscos de novos colapsos na estrutura.
Buscas e investigações prosseguem
As buscas continuam intensas, com mergulhadores e técnicos se revezando em operações delicadas. A tragédia escancarou problemas na manutenção de pontes e rodovias pelo país, levantando questionamentos sobre a fiscalização e a segurança dessas estruturas.
Enquanto famílias choram suas perdas e aguardam respostas, o Brasil assiste comovido a mais um episódio de tragédia e negligência que ceifa vidas e destrói sonhos. Para os familiares de Ailson e Elizangela, a dor é amplificada pela brutalidade do destino, que transformou uma celebração em luto e deixou marcas profundas em todos que os conheciam.
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