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Nordeste RECONSTRUÇÃO EM 2025

Ministro dos Transportes decreta emergência e promete reconstruir ponte que caiu entre MA e TO

Tragédia deixa 3 mortos e 15 desaparecidos; governo federal destina R$ 100 milhões para obras de reconstrução

23/12/2024 às 15h10
Por: Douglas Ferreira
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Ministro dos Transportes Renan Filho anuncia R$ 100 milhões para a reconstrução da ponte - Foto: Reprodução
Ministro dos Transportes Renan Filho anuncia R$ 100 milhões para a reconstrução da ponte - Foto: Reprodução

O Ministro dos Transportes, Renan Filho, visitou nesta segunda-feira (23) o local do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO) pela BR 226. O colapso ocorrido no domingo (22) resultou em três mortes confirmadas e deixou 15 pessoas desaparecidas, segundo informações da Defesa Civil.

Renan Filho sobrevoou a área atingida junto com os governadores do Maranhão, Carlos Brandão, e de Tocantins, Wanderlei Barbosa, além de engenheiros do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Durante coletiva de imprensa, o ministro anunciou a assinatura de um decreto de emergência para acelerar o processo de reconstrução e destinou R$ 100 milhões para a nova estrutura.

Reconstrução prevista para 2025

De acordo com Renan Filho, a previsão é que a nova ponte seja entregue em 2025. “Vamos iniciar os contratos ainda em 2024 e, nos primeiros dias de 2025, daremos a ordem de serviço para todas as obras necessárias. Nosso compromisso é reconstruir a ponte com segurança e eficiência, garantindo um 'case' de resolutividade”, afirmou o ministro.

A medida emergencial também permitirá a contratação direta de serviços e materiais, reduzindo burocracias. Segundo o ministro, o objetivo é restabelecer o fluxo rodoviário o mais rápido possível e assegurar a infraestrutura necessária para o transporte econômico e social entre os Estados afetados.

Causas do colapso e investigação

Renan Filho anunciou a abertura de uma sindicância para apurar as causas e responsabilidades pelo desabamento. “Determinamos investigação rigorosa para entender os motivos desse colapso estrutural. Contamos com técnicos especializados para garantir a segurança e prevenção em obras futuras”, declarou.

A ponte Juscelino Kubitschek foi inaugurada na década de 1960 e possuía 533 metros de extensão. Ela fazia parte do corredor rodoviário Belém-Brasília, passando sobre o Rio Tocantins. Relatos de motoristas indicavam condições precárias na estrutura antes do colapso, levantando questionamentos sobre a manutenção realizada nos últimos anos.

Impacto no tráfego e medidas emergenciais

Com a queda da ponte, o tráfego entre Maranhão e Tocantins está interrompido. O Dnit estuda rotas alternativas e a instalação de balsas para atravessar o Rio Tocantins enquanto a nova estrutura não é concluída.

Veículos leves e pedestres serão priorizados nas travessias temporárias, enquanto os caminhões deverão buscar rotas secundárias, aumentando o tempo de transporte de mercadorias. As autorizações para essas medidas já estão em andamento.

Busca por desaparecidos

O Corpo de Bombeiros iniciou buscas logo após o acidente, mas as operações foram interrompidas temporariamente devido ao derramamento de ácido sulfúrico de um caminhão que caiu no rio. Amostras de água estão sendo analisadas para verificar os níveis de contaminação antes da retomada das buscas.

Segundo o coronel Magnum Coelho, as equipes de mergulhadores e embarcações já estão no local aguardando liberação para prosseguir com o trabalho. “Temos todos os equipamentos necessários e esperamos reiniciar as buscas assim que as condições permitirem”, explicou.

Entre as vítimas identificadas está Lorena Ribeiro Rodrigues, de 25 anos, que foi vista atravessando a ponte de moto segundos antes do desabamento. Os outros dois corpos resgatados ainda aguardam identificação.

Testemunhas relataram que quatro caminhões, dois automóveis e duas motocicletas estavam na ponte no momento do colapso.

Conclusão

O colapso da ponte Juscelino Kubitschek expõe os desafios na manutenção de infraestruturas rodoviárias e reforça a necessidade de medidas emergenciais para minimizar os impactos. O compromisso do governo federal em reconstruir a ponte até 2025 e a investigação das causas visam restabelecer a segurança e a confiança no transporte entre Maranhão e Tocantins.

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