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Contaminação no Rio Tocantins após desabamento de ponte deixa Imperatriz sem abastecimento de água

Caminhões com produtos químicos caem no rio e provocam alerta de risco tóxico. Autoridades suspendem fornecimento de água e recomendam evitar contato até conclusão das análises

23/12/2024 às 11h01
Por: Douglas Ferreira
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A queda da ponte do Estreito provocou a suspensão de água em municípios ribeirinhos - Foto: Reprodução
A queda da ponte do Estreito provocou a suspensão de água em municípios ribeirinhos - Foto: Reprodução

A cidade de Imperatriz (MA) enfrenta um corte emergencial no fornecimento de água após o desabamento da ponte sobre o Rio Tocantins, ocorrido no domingo (22). O acidente, que envolveu a queda de dois caminhões no rio, gerou preocupações sobre a possível contaminação por produtos químicos transportados pelos veículos.

Causa da suspensão

A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA) confirmou que a paralisação foi motivada pela suspeita de vazamento de substâncias tóxicas no rio, usado como fonte de captação para o abastecimento local. Equipes especializadas investigam quais produtos estavam nos caminhões e avaliam o grau de risco ambiental.

Produtos químicos envolvidos

Embora as investigações ainda estejam em andamento, as autoridades suspeitam que os caminhões transportavam produtos químicos industriais, possivelmente inflamáveis e tóxicos, utilizados em processos de fabricação e tratamento de materiais.

Duração da suspensão

Não há prazo definido para a normalização do serviço. A CAEMA informou que a retomada do abastecimento depende da conclusão das análises de qualidade da água e da remoção segura dos resíduos químicos.

Alternativas para a população

- A Prefeitura de Imperatriz começou a distribuir caminhões-pipa em bairros mais afetados.

- Recomenda-se armazenar e racionar a água disponível em reservatórios residenciais.

- Estão sendo disponibilizados pontos de captação de água potável em áreas estratégicas da cidade.

Impacto em outras cidades

Além de Imperatriz, outros municípios ribeirinhos, como Porto Franco (MA) e Tocantinópolis (TO), adotaram medidas preventivas semelhantes. Há possibilidade de mais cidades rio abaixo serem afetadas, dependendo da dispersão das substâncias.

Monitoramento e próximos passos

Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Secretaria Estadual de Meio Ambiente estão monitorando a situação e coletando amostras para análise. O governo do Maranhão também solicitou apoio técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Agência Nacional de Águas (ANA).

Enquanto as investigações continuam, as autoridades reforçam o alerta para evitar qualquer contato com a água do rio até nova atualização.

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