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Cidades IMÓVEIS

Preços de imóveis registram alta recorde em julho; veja dados de Teresina

Balneário Camboriú Mantém Posição como Cidade Mais Cara para Imóveis

07/08/2024 às 17h42 Atualizada em 07/08/2024 às 18h17
Por: Wagner Albuquerque
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Bairro Dirceu em Teresina, Piauí. Foto: Wagner Albuquerque
Bairro Dirceu em Teresina, Piauí. Foto: Wagner Albuquerque

Os preços das vendas de imóveis residenciais registraram uma alta de 0,76% em julho deste ano, marcando a maior variação mensal desde 2014, segundo o Índice FipeZAP de Venda Residencial. Esse aumento representa uma aceleração significativa em relação ao mês anterior, quando a alta foi de 0,61%.

Simultaneamente, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a “inflação do aluguel”, desacelerou para 0,61% em julho. A comparação entre o crescimento dos preços dos imóveis e a desaceleração do IGP-M destaca um descompasso entre a valorização dos imóveis e a inflação geral de aluguel.

A pesquisa do FipeZAP monitora a variação do preço médio de apartamentos prontos em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios online. A alta em julho foi impulsionada principalmente pelos preços dos imóveis com um dormitório, cujo valor médio atingiu R$ 10.740 por metro quadrado. Das cidades monitoradas, 52 apresentaram aumento nos preços, com um custo médio de R$ 9.082 por metro quadrado para aquisição de imóveis.

Salvador liderou a lista das cidades com maior aumento nos preços residenciais, registrando um avanço de 2,44%. São Luís e Curitiba seguiram com aumentos de 1,76% e 1,43%, respectivamente. Em termos de custo absoluto, Balneário Camboriú (SC) se destacou como a cidade mais cara para compra de imóveis, com um preço médio de R$ 13.379 por metro quadrado, seguida por Itapema (SC) e Itajaí (SC), com valores de R$ 13.166 por metro quadrado e R$ 11.438 por metro quadrado, respectivamente.

Bairro Jóquei possui o m2 mais caro da capital.

No acumulado de 2024 até julho, o Índice FipeZAP registrou uma valorização de 4,34%, superando a variação acumulada dos preços da economia geral. Nos últimos 12 meses, o índice atingiu 6,53%, com aumentos em todas as 56 cidades incluídas na pesquisa, enquanto o acumulado do IPCA-15 para o mesmo período foi de 4,42%.

 

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