
Carlos Eduardo de Brito Santos, de 22 anos, saiu de Samambaia Sul, no Distrito Federal, direto para uma das universidades mais renomadas da China. O jovem, recém-graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Brasília (UCB), foi aprovado para o mestrado em economia com ênfase em Administração de Negócios (MBA) na China Agricultural University (CAU). A oportunidade, que surgiu inesperadamente durante a elaboração de seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), veio acompanhada de uma bolsa integral, cobrindo tanto os estudos quanto sua estada no exterior.
Formado em julho de 2024, Carlos completou sua graduação em pouco mais de três anos. O desejo de continuar os estudos no exterior foi despertado por uma conversa casual com o professor Rui Caldas, coordenador de Ciências Agrícolas da UCB. “Ele falou sobre a possibilidade do mestrado na China e a importância de aprofundar meus conhecimentos no comércio exterior. A partir dali, comecei a considerar a ideia”, relata Carlos.
A princípio, o foco do jovem era o mercado de trabalho. Durante a faculdade, ele atuou na Conex, empresa júnior de Relações Internacionais da UCB, onde se interessou por comércio exterior. Esse interesse o levou a fundar uma empresa de comunicação com amigos, focada em marketing digital, mídia social e tráfego pago. “Criei essa empresa que envolve marketing com meus amigos, e o negócio está dando certo. Mesmo não sendo da minha área de formação, me considero uma pessoa dinâmica, gosto de transitar entre diferentes campos”, conta.
Entretanto, ao iniciar o processo de inscrição para o mestrado, Carlos percebeu a magnitude da oportunidade. “A China é a maior parceira do Brasil no comércio exterior, especialmente no setor agrícola. Estudar lá vai ser grandioso para minha carreira, além de ser uma chance única de aprender mandarim”, diz ele, já entusiasmado com a ideia de viver sozinho em outro país e mergulhar em uma cultura completamente diferente.
A experiência promete transformar sua carreira. “Expectativa é o que não falta. Vai abrir portas no mercado de trabalho, e morar em uma cultura tão diferente vai ser um aprendizado imenso”, completa. Embora o mestrado exija dedicação, Carlos planeja continuar administrando sua empresa de comunicação, equilibrando os estudos com o trabalho remoto.
Estudar o comércio exterior diretamente no epicentro das decisões econômicas globais é, sem dúvida, um diferencial. A relação entre Brasil e China, fundamental para as duas economias, oferece uma oportunidade única de compreender as dinâmicas comerciais no cenário internacional. Para Carlos, o mestrado vai além de uma qualificação acadêmica; é um trampolim para se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.
Carlos Eduardo sempre teve curiosidade por outras culturas. O interesse por Relações Internacionais surgiu da vontade de conhecer diferentes países. “Minha mãe sugeriu que eu tentasse esse curso, pois tinha muito a ver comigo e também oferecia boas oportunidades no mercado de trabalho”, explica. No entanto, o início da faculdade foi marcado pelo desafio do ensino remoto, imposto pela pandemia de covid-19 em 2021. “Foi um começo decepcionante, pois o formato à distância não era o que eu esperava”, lembra.
Com o retorno das aulas presenciais em 2022, seu entusiasmo voltou, e ele se engajou mais no curso, especialmente após ingressar na Conex. “Foi na empresa júnior que me tornei diretor e me interessei pela área de comércio exterior”, diz ele, reafirmando sua paixão pela área que agora o leva a um novo e promissor capítulo na China.
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