
Uma investigação da Polícia Federal sobre possíveis fraudes em benefícios previdenciários mobilizou agentes nesta terça-feira (22) em seis estados. Batizada de Operação Laudo Cego, a ação identificou até agora 172 benefícios com indícios de irregularidades e estima um prejuízo de R$ 6,57 milhões aos cofres públicos. Entre os municípios onde são cumpridas medidas judiciais está Parnaíba, no litoral do Piauí.
A apuração aponta para a atuação de diferentes pessoas em etapas do possível esquema. Segundo a PF, servidores públicos, profissionais de saúde, contadores, empresários e intermediários estão entre os investigados. As suspeitas incluem a utilização de documentos médicos falsos, a criação de registros de emprego fictícios e a inclusão de dados fraudulentos nos sistemas previdenciários para viabilizar a concessão ou manutenção dos benefícios.
Nesta terça-feira, as equipes cumprem 39 mandados de busca e apreensão. As ordens são executadas em cidades do Maranhão, São Paulo, Pará, Rio Grande do Sul, Ceará e Piauí. A Justiça também determinou medidas como quebra dos sigilos bancário e fiscal, restrições de contato entre investigados e bloqueio de bens e valores. Segundo a PF, as medidas têm como objetivo preservar recursos para eventual devolução dos valores aos cofres públicos.
A investigação começou a partir de indícios encontrados na Operação Camisaria e avançou até a identificação dos benefícios sob suspeita. A ação atual integra a Força-Tarefa Previdenciária e conta com a participação da área de inteligência da Previdência Social. Os investigados ainda serão responsabilizados de acordo com o que for comprovado durante a apuração e podem responder por crimes relacionados a fraude previdenciária, falsificação de documentos, inserção de dados falsos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
A Operação Laudo Cego é um desdobramento da Operação Camisaria, que deu origem às primeiras suspeitas sobre a concessão irregular de benefícios. A investigação é coordenada pela Polícia Federal e integra a Força-Tarefa Previdenciária, com participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social. Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por crimes como estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistemas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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