Quarta, 08 de Julho de 2026
31°

Tempo limpo

Teresina, PI

Polícia DIREITO DE RESPOSTA

Defesa de enfermeira nega participação em tentativa de sequestro e cobra esclarecimento sobre envolvimento no caso

Advogados afirmam que Ingrid Ohana colaborou com os protocolos de segurança da Maternidade Dona Evangelina Rosa, não foi afastada do cargo e dizem que sua imagem foi injustamente associada ao crime. Caso segue sob investigação da Polícia Civil

08/07/2026 às 09h55 Atualizada em 08/07/2026 às 10h17
Por: Douglas Ferreira
Compartilhe:
A Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa foi o palco da tentativa de sequestro do recém nascido - Foto: Reprodução
A Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa foi o palco da tentativa de sequestro do recém nascido - Foto: Reprodução

A defesa da enfermeira supervisora Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão veio a público negar qualquer participação na tentativa de sequestro de uma recém-nascida registrada na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. Em nota, os advogados afirmam que a profissional exercia normalmente suas funções no momento da ocorrência, colaborou com os protocolos internos de segurança e jamais participou de qualquer ato criminoso.

Segundo a defesa, Ingrid também não foi afastada do cargo, diferentemente do que passou a ser especulado após o caso ganhar grande repercussão. Os advogados sustentam ainda que ela compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações.

A manifestação busca rebater a associação do nome da enfermeira ao caso, após familiares da recém-nascida relatarem que uma funcionária teria informado conhecer a mulher suspeita de tentar retirar o bebê da maternidade.

É justamente nesse ponto que surge o principal questionamento.

Se, conforme afirma a defesa, Ingrid Ohana não participou da tentativa de sequestro e atuou para garantir a segurança da unidade, o que motivou seu nome a ser relacionado ao episódio? Essa é uma resposta que somente a investigação policial poderá esclarecer.

Até o momento, a Polícia Civil não atribuiu formalmente qualquer responsabilidade criminal à profissional. A própria defesa afirma que ela foi vítima de acusações feitas por terceiros, posteriormente reproduzidas, segundo os advogados, de forma a induzir parte da opinião pública a uma interpretação equivocada dos fatos.

O caso continua sendo investigado. A direção da Maternidade Dona Evangelina Rosa informou que entregou imagens do circuito interno de monitoramento e demais informações solicitadas pelas autoridades.

Enquanto as investigações não forem concluídas, prevalece o princípio constitucional da presunção de inocência. Ao mesmo tempo, permanece a necessidade de esclarecer todas as circunstâncias que levaram o nome da enfermeira a ser citado desde os primeiros relatos do episódio, uma vez que esse detalhe continua sendo um dos pontos centrais para a completa elucidação do caso.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários