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Deolane Bezerra é presa pela segunda vez em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Influenciadora foi alvo da Operação Vérnix, do MP-SP e da Polícia Civil, que investiga movimentações financeiras suspeitas e determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e valores.

21/05/2026 às 08h58 Atualizada em 21/05/2026 às 09h49
Por: Katriele Chaves
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Foto: reprodução
Foto: reprodução

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa pela segunda vez nesta quinta-feira (21/05). Ela ganhou notoriedade nacional após a morte do marido, o funkeiro MC Kevin, em 2021.

Segundo informações, Deolane foi presa durante uma operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau, supostamente controlada pela cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), considerada a maior facção criminosa do país.

Atualmente, a advogada possui cerca de 21,7 milhões de seguidores no Instagram, de acordo com monitoramentos de redes sociais. Ela passou a chamar atenção nas plataformas digitais ao publicar fotos de carros de luxo e mansões onde viveu ou ainda reside.

Em setembro de 2024, Deolane havia sido presa pela primeira vez durante a Operação Integration, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco. A investigação apurava um suposto esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais ligados a bets e casas de apostas. 

De acordo com as investigações, Deolane teria investido cerca de R$ 65 milhões na compra de 12 imóveis de luxo nos últimos três anos. Ela ficou presa por cinco dias em Recife e, posteriormente, conseguiu habeas corpus, respondendo em liberdade mediante medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

A influenciadora foi presa novamente nesta quinta-feira durante a operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil, que apura lavagem de dinheiro relacionada ao PCC. Também foram alvos da operação parentes e pessoas ligadas ao líder da facção, Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, que está preso há anos.

Segundo as investigações, análises das contas bancárias de Deolane e de suas empresas não identificaram pagamentos que justificassem os créditos recebidos. Para os investigadores, isso pode indicar ocultação e/ou dissimulação de recursos supostamente ligados ao PCC.

Ainda conforme a apuração, também não foram encontrados registros de prestação de serviços advocatícios que justificassem os valores recebidos pela influenciadora e por suas empresas. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e valores ligados a Deolane Bezerra, montante cuja origem, segundo a investigação, não teria sido comprovada, havendo indícios de lavagem de dinheiro.

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