Domingo, 28 de Junho de 2026
32°

Tempo nublado

Teresina, PI

Polícia MISTÉRIO

Desembargador afastado por violência é encontrado morto no Rio após mais de um mês desaparecido

Corpo de Alcides Martins Ribeiro Filho foi localizado no mirante Vista Chinesa, na zona sul da cidade; magistrado tinha histórico de comportamento considerado incompatível com a função

20/05/2026 às 11h09 Atualizada em 22/05/2026 às 09h25
Por: Wagner Albuquerque
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou nesta terça-feira, 19, o corpo do desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Ele estava desaparecido desde 14 de abril. Agentes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros e do Corpo de Bombeiros localizaram o cadáver nos arredores do mirante Vista Chinesa, na zona sul do Rio. O corpo não apresentava sinais de violência. A perícia foi feita pela Delegacia de Homicídios da Capital e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal. A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.

A última pista sobre o paradeiro do magistrado tinha sido divulgada na semana passada pelo jornal O Globo. Segundo o veículo, Ribeiro Filho teria sacado R$ 1 mil e entrado em um táxi com destino ao mirante Vista Chinesa no dia em que foi visto pela última vez. O exato ponto onde o corpo foi encontrado coincide com o destino que ele aparentemente tomou naquele dia.

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região emitiu nota informando que recebeu a notícia com "profundo pesar", mas ressalvou que ainda aguardava o reconhecimento oficial da identidade pela perícia. Em seguida, a Polícia Civil confirmou a identidade do corpo por nota oficial, encerrando a incerteza sobre o paradeiro do desembargador.

O nome de Alcides Martins Ribeiro Filho já era conhecido por razões negativas antes do desaparecimento. Em maio do ano passado, o plenário do Conselho Nacional de Justiça o afastou cautelarmente do cargo por envolvimento em um caso de violência doméstica, resistência à prisão, lesão corporal contra policiais e abuso de autoridade. O CNJ concluiu que o comportamento do magistrado era "explosivo e irascível, incompatível com os requisitos mínimos para o exercício da função jurisdicional". O ministro Mauro Campbell Marques destacou que a sociedade exige que juízes mantenham postura compatível com a responsabilidade do cargo e que a confiança no Judiciário precisa ser preservada.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários