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Polícia MATRICÍDIO

Acusado de matar a própria mãe em Teresina é transferido para o Hospital Areolino de Abreu

Suspeito preso em flagrante após o crime no bairro São Cristóvão passou por audiência de custódia e agora ficará sob acompanhamento especializado enquanto o DHPP aprofunda as investigações

19/05/2026 às 09h32 Atualizada em 19/05/2026 às 14h13
Por: Douglas Ferreira
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Adriano Albuquerque Coelho - Foto: Reprodução
Adriano Albuquerque Coelho - Foto: Reprodução

O caso que chocou moradores da zona leste de Teresina ganhou um novo desdobramento após a audiência de custódia realizada nesta segunda-feira. Adriano Albuquerque Coelho, acusado de assassinar a própria mãe dentro de casa, foi transferido para o Hospital Areolino de Abreu.

O suspeito havia sido preso em flagrante ainda no domingo em uma residência localizada no bairro São Cristóvão. No imóvel, policiais do 5º Batalhão da Polícia Militar encontraram o corpo da idosa Rita de Cássia Albuquerque Silva, de 75 anos.

A cena encontrada pelos policiais provocou forte comoção entre familiares e moradores da região. Casos envolvendo violência dentro do próprio ambiente familiar costumam causar impacto ainda maior porque rompem justamente o espaço que deveria representar proteção e segurança. É como quando a estrutura de uma casa começa a desabar de dentro para fora.

Após a prisão, Adriano Albuquerque passou a noite na Central de Flagrantes de Teresina aguardando audiência de custódia. Com a decisão judicial, ele acabou sendo encaminhado para o Hospital Areolino de Abreu, unidade de referência em saúde mental no estado.

Enquanto isso, as investigações seguem avançando dentro do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa. A arma recolhida no local passará por perícia no Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Piauí. O exame deverá ajudar a esclarecer detalhes importantes sobre a dinâmica do crime.

A condução do inquérito ficará sob responsabilidade da delegada Nathália Figueiredo, que começará a ouvir testemunhas e familiares próximos da vítima. Os investigadores buscam entender a rotina da família, o histórico da relação entre mãe e filho e as circunstâncias que antecederam o crime.

Outro ponto importante será a definição do horário exato da morte da idosa. Os exames periciais devem ajudar a montar uma espécie de quebra-cabeça temporal da ocorrência, permitindo aos investigadores reconstruir os últimos momentos antes do assassinato.

O caso segue cercado de forte repercussão em Teresina e reacende o debate sobre saúde mental, violência doméstica e conflitos familiares extremos.

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