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Turismo GENIPABU

O Saara é aqui: o encanto exótico do passeio de dromedário em Genipabu

Quando o Nordeste vira deserto, a aventura troca o buggy pela corcova

31/01/2026 às 12h33 Atualizada em 31/01/2026 às 14h15
Por: Douglas Ferreira
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Genipabu, em Extremoz, no litoral do RN, é o Saara Brasileiro - Foto: Reprodução
Genipabu, em Extremoz, no litoral do RN, é o Saara Brasileiro - Foto: Reprodução

Afivele o cinto. O Gazeta Hora1 Turismo convida você para um passeio que parece coisa de filme estrangeiro, mas acontece em solo brasileiro. Quando se fala em deserto, a mente viaja direto para o Saara africano. Só que, desta vez, não é preciso atravessar o oceano. O cenário é o Nordeste, mais precisamente o litoral do Rio Grande do Norte, na ensolarada Natal, a famosa Noiva do Sol.

O desembarque acontece no Aeroporto Internacional da Grande Natal, em São Gonçalo do Amarante, a cerca de 26 quilômetros da capital pelo menor trajeto. A partir daí, o turista pode escolher: se hospedar em Natal ou seguir direto rumo à Praia de Genipabu, já no município de Extremoz, cidade conurbada com a capital e estrategicamente localizada no caminho.

Genipabu abriga pousadas charmosas e bem localizadas, como a Pousada Genipabu, praticamente a um minuto da praia. Mas o que realmente faz o coração acelerar não é a hospedagem, e sim o que vem depois.

Dunas móveis, areia dourada a perder de vista e um visual que engana até os mais viajados. Não à toa, Genipabu ganhou o apelido de “Deserto do Saara Brasileiro”. A semelhança é tanta que o visitante, por alguns instantes, esquece que está no Brasil e não em algum ponto perdido do norte da África.

É nesse cenário quase cinematográfico que surge a experiência mais excêntrica do turismo potiguar. Nada de volante, motor ou descida radical. Aqui, o passeio acontece em ritmo lento, solene, quase cerimonial, no lombo de um dromedário, animal símbolo dos grandes desertos do mundo.

Pode parecer exagero, mas não é. Em pleno Nordeste brasileiro, o turista literalmente passeia sobre as dunas na corcova de um dromedário, como se estivesse cruzando o Saara. Um choque cultural que virou marca registrada de Genipabu e ajudou a projetar o destino nacionalmente.

A excentricidade do passeio ganhou tamanho destaque que acabou entrando na pauta da mídia nacional. Programas de grande audiência já mostraram o “Saara Brasileiro” para todo o país, e apresentadores famosos fizeram questão de viver a experiência. Ana Maria Braga, por exemplo, já se deu ao luxo de conhecer as dunas de Genipabu e experimentar o passeio de dromedário, levando a curiosidade nordestina para milhões de lares brasileiros.

Os dromedários chegaram à região ainda na década de 1990 e se adaptaram perfeitamente ao clima semiárido. Diferente do que muitos imaginam, os animais são dóceis, acostumados ao contato humano e conduzidos por tratadores experientes, que acompanham todo o trajeto a pé, garantindo tranquilidade ao turista.

O passeio é curto, contemplativo e pensado justamente para quem quer viver algo diferente sem abrir mão da segurança. Normalmente, o trajeto dura entre 10 e 20 minutos, tempo suficiente para fotos, vídeos e aquela sensação rara de estar fora do Brasil sem precisar do passaporte.

Em relação aos custos, o valor é considerado acessível para um atrativo tão singular. Atualmente, o passeio ou a foto montada no dromedário costuma variar entre R$ 60 e R$ 100 por pessoa, dependendo do período e da negociação no local. O pagamento é feito diretamente aos tratadores e, como em boa parte das dunas não há sinal estável de internet, o ideal é levar dinheiro em espécie.

A segurança é um ponto forte da experiência. Os dromedários utilizados nos passeios passam por acompanhamento veterinário, não realizam trajetos longos nem repetitivos e operam sob regras de bem-estar animal fiscalizadas pelos órgãos ambientais. Não há correria, manobras bruscas ou riscos ocultos: é um passeio calmo, indicado inclusive para famílias.

No fim das contas, Genipabu entrega algo raro no turismo brasileiro: um deserto tropical com sotaque nordestino, onde o visitante troca o clichê do buggy pela elegância silenciosa do dromedário. Uma experiência tão improvável que, depois de vivida, parece mentira. Mas não é. É o Saara - só que com sol, vento e alma brasileira.

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