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Polícia CASO HENRY BOREL

Caso Henry Borel avança para etapa decisiva com interrogatórios dos réus

Tribunal ouve Monique Medeiros e, na sequência, interroga Jairinho antes dos debates finais entre acusação e defesa.

02/06/2026 às 17h16
Por: Katriele Chaves
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Foto: rerodução/Brunno Dantas/TJRJ
Foto: rerodução/Brunno Dantas/TJRJ

O júri do caso Henry Borel chegou ao 9º dia nesta terça-feira (02/06), entrando na fase decisiva com os interrogatórios dos réus Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, e Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, padrasto da criança.

Segundo informações, durante o depoimento, a mãe do menino afirmou que não suspeitava que o ex-vereador carioca agredisse a criança, mas que hoje acredita que ele tenha matado o filho. 

Em depoimento no Tribunal do Júri, Monique mudou a explicação apresentada no início das investigações e afirmou que foi orientada pela equipe jurídica contratada pelo ex-vereador a mentir nos primeiros depoimentos. Na versão inicial, ela relatou que encontrou o menino caído no quarto. Agora, sustenta que estava dormindo e não sabe o que aconteceu com a criança.

De acordo com as informações, ela afirma que foi dopada pelo ex-vereador e que não presenciou o que levou o menino a passar mal. Monique mantém a alegação de que Jairinho lhe dava medicamentos para dormir.

Monique ainda afirma que não tinha elementos para desconfiar das agressões de Jairinho contra Henry, embora hoje reconheça que elas ocorreram. Durante o interrogatório, ela chorou em alguns momentos, principalmente ao falar sobre o velório do filho.

Relembre o caso

Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021, em um apartamento na zona oeste do Rio de Janeiro, onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e o então padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho. Na época, o casal informou às autoridades que a criança teria sofrido um acidente doméstico.

Durante a perícia, foram identificadas diversas lesões pelo corpo do menino, consideradas incompatíveis com a versão apresentada. Os laudos apontaram sinais de agressões e concluíram que os ferimentos foram determinantes para a morte da criança.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o menino  foi submetido a agressões no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto. Monique e Jairinho respondem por homicídio duplamente qualificado.

A versão apresentada por Monique em depoimento faz parte da estratégia da defesa, que tenta afastar a acusação de omissão. A acusação, por sua vez, sustenta que ela ignorou sinais anteriores de violência sofridos por Henry.

Após o término do depoimento de Monique, o tribunal seguirá com a oitiva de  Jairinho, acusado de homicídio qualificado por meio cruel e por tortura. Concluídos os interrogatórios, serão realizados os debates entre o Ministério Público e as defesas, antes da votação pelo Conselho de Sentença que decidirá pela condenação ou absolvição dos réus.

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