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Ednaldo Rodrigues é reeleito presidente da CBF até 2030

Mudança no estatuto permite até três mandatos consecutivos na entidade

25/03/2025 às 07h29 Atualizada em 25/03/2025 às 19h47
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, foi reeleito na última segunda-feira (24) e permanecerá no comando da entidade até 2030. Candidato único, ele recebeu apoio unânime das federações estaduais e dos clubes das Séries A e B, sendo aclamado no pleito. Uma mudança no estatuto da CBF, aprovada em novembro passado, abriu caminho para até três mandatos consecutivos, permitindo que Rodrigues concorra novamente em 2030 e, se reeleito, permaneça no cargo até 2034.

Rodrigues assumiu a presidência em 2021, inicialmente de forma interina, após o afastamento de Rogério Caboclo. Em 2022, foi eleito oficialmente, e agora garante mais cinco anos à frente da entidade. A falta de oposição na eleição reforça, segundo críticos, a concentração de poder na CBF. O ex-jogador Ronaldo Nazário chegou a manifestar interesse em concorrer, mas desistiu após dificuldades em dialogar com as federações estaduais. Em carta, Ronaldo afirmou ter encontrado “23 portas fechadas” ao tentar viabilizar sua candidatura.

A eleição da CBF ocorre por meio de um Colégio Eleitoral formado por federações estaduais e clubes das Séries A e B, com votos ponderados. Para registrar uma candidatura, é necessário o apoio de pelo menos quatro federações e quatro clubes. O modelo de votação e a estrutura de poder dentro da CBF vêm sendo alvo de críticas, principalmente pela dificuldade de renovação na liderança da entidade.

Além dos desafios políticos, a gestão de Rodrigues enfrenta pressão pelos resultados dentro de campo. A Seleção Brasileira vive um momento instável, tendo sido eliminada nas quartas de final da última Copa América e enfrentando dificuldades nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. Fora de campo, Rodrigues consolidou sua posição após uma disputa judicial que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), garantindo sua permanência definitiva no cargo em janeiro deste ano.

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