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Aston Martin despenca na F1: de promessa em 2023 a decepção em 2024

Após um início promissor no ano passado, equipe enfrenta problemas de desenvolvimento e cai para o fim do grid, com desempenho abaixo de rivais como McLaren e Ferrari

21/11/2024 às 09h30 Atualizada em 21/11/2024 às 09h53
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Aston Martin viveu um declínio impressionante na Fórmula 1. Em 2023, a equipe parecia ter encontrado a receita do sucesso, sendo apontada como a “melhor do resto” atrás apenas da dominante Red Bull. No entanto, apenas um ano depois, a equipe enfrentou um desempenho vexatório no GP do Brasil, com um carro que foi o mais lento do grid e um abandono embaraçoso de Lance Stroll ainda na volta de formação.

O AMR23, carro de 2023, marcou um ponto alto para a equipe, combinando conceitos de várias equipes e o talento de Fernando Alonso para se destacar no início da temporada. A Aston Martin deu a impressão de que poderia brigar por posições de destaque ao longo dos anos seguintes. No entanto, a segunda metade de 2023 trouxe o primeiro sinal de alerta, quando Ferrari, Mercedes e McLaren corrigiram seus erros e retomaram suas forças. Apesar disso, o final da temporada foi promissor, indicando que a equipe tinha bases para construir um futuro sólido.

Essa expectativa não se concretizou. O AMR24 começou 2024 de forma mediana, mas logo caiu no pelotão intermediário. No Brasil, a equipe atingiu um ponto baixo, enfrentando falhas de desenvolvimento e desempenho. A alternância entre assoalhos antigos e novos, junto com atualizações ineficazes, expôs a incapacidade da equipe de entender o que funcionava em seu carro. Sem nenhum ponto forte evidente, o desempenho geral tornou-se apenas mediano ou ruim, enquanto rivais como Ferrari, McLaren, Alpine e até Williams avançavam.

A crise técnica refletiu-se na gestão da equipe. Dan Fallows, ex-diretor técnico vindo da Red Bull, foi dispensado, e mudanças maiores são esperadas para 2025. Entre elas, a chegada de nomes como Adrian Newey e Enrico Cardile, conhecidos por seus históricos de sucesso. Contudo, atrair talentos não será suficiente se a Aston Martin não resolver problemas estruturais e alinhar seus objetivos.

Mike Krack, chefe da equipe, expressou otimismo sobre o futuro, destacando dados promissores do túnel de vento e os ganhos esperados para 2025. No entanto, ele alertou que o time atual não pode repetir os erros do passado. A equipe precisará combinar eficiência técnica com uma gestão unificada para sair do papel de figurante e voltar a disputar posições de destaque.

Se a Aston Martin não conseguir alinhar sua estrutura e melhorar significativamente o desenvolvimento de seus carros, continuará sendo uma equipe que promete muito e entrega pouco. Para Lawrence Stroll, dono da equipe, a paciência pode ser limitada, e sem resultados, o futuro da escuderia pode estar em jogo.

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